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Por que Tarcísio cancelou a visita a Bolsonaro na Papudinha? os bastidores políticos que agitam 2026

    Governador de SP recua de encontro autorizado pelo STF e acende debates sobre alianças eleitorais e estratégias para a Presidência

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    Tarcísio e
    Tarcísio e Bolsonaro / Foto: Foto: Alan Santos
    RESUMO

    O governador Tarcísio de Freitas adiou visita a Jair Bolsonaro na Papudinha, autorizada por Alexandre de Moraes para 22/jan. Alegação oficial: agenda em SP. Bastidores revelam receio de desgaste político após indicação de Flávio Bolsonaro para 2026, evitando “beijo da morte”. Primeira reunião desde setembro/2025, sinaliza fissuras na direita. Nova data será pedida.


    Brasília (DF) · 21 de janeiro de 2026

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) optou por adiar a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido no 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como Papudinha – nesta quinta-feira, 22/jan.

    A permissão para o encontro, entre 8h e 10h, fora concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, 20/jan, atendendo a um pedido da defesa de Bolsonaro.

    No entanto, horas após a confirmação, o Palácio dos Bandeirantes anunciou o recuo, alegando imperativos de agenda no estado paulista.

    A nota oficial, divulgada na noite de 20/jan, enfatiza a intenção de reagendar: “A visita do governador Tarcísio de Freitas ao presidente Bolsonaro será adiada a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo. Uma nova data será solicitada”, conforme reportado pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil.

    Essa seria a primeira interação presencial entre os dois desde setembro de 2025, quando Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar, e especialmente significativa após o ex-presidente sinalizar, em dezembro passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu preferido para disputar a Presidência contra o atual ocupante do Palácio do Planalto em 2026.

    Interlocutores próximos ao governador revelam camadas mais profundas nessa decisão. Fontes indicam que o adiamento visa mitigar desgastes institucionais com o Judiciário, em um contexto de intensas negociações sobre a PEC da Segurança Pública no Congresso, além de preservar a imagem de Tarcísio perante eleitores moderados.

    Horas antes do cancelamento, Tarcísio havia manifestado intenção de prestar solidariedade ao ex-aliado, o que torna o recuo ainda mais intrigante.

    Aliados de Tarcísio expressam frustração com manobras da família Bolsonaro, citando um “cansaço de levar rasteiras” em articulações políticas e o temor de um “beijo da morte” – uma associação pública com Bolsonaro que poderia alienar apoios cruciais em uma eventual corrida presidencial.

    Essa percepção ganha força com a autorização incluindo nomes como Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro, e Bruno Scheid, assessor do ex-presidente, o que poderia intensificar especulações sobre subordinação.

    O episódio ilustra as fissuras na direita brasileira, com Tarcísio emergindo como figura independente, priorizando agendas administrativas em São Paulo – como inaugurações de hospitais e investimentos em saúde – sobre lealdades passadas.

    Analistas veem nisso uma estratégia calculada para 2026, equilibrando o bolsonarismo raiz com apelos centristas, em um tabuleiro onde Flávio Bolsonaro já se posiciona como herdeiro.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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