
Enquanto o mundo condena o ‘modus operandi’ de Benjamin Netanyahu em Gaza, governador de São Paulo canta na Marcha para Jesus e é massacrado nas redes sociais – ASSISTA
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Brasília, 20 de junho de 2025
Na última quinta-feira (19/jun), São Paulo foi palco da 33ª edição da Marcha para Jesus, um evento que, como de costume, agitou o cenário religioso e político.
O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, acabou roubando a cena ao se envolver numa bandeira israelense, subir no trio elétrico e entoar cânticos religiosos, além de prometer iniciativas voltadas ao público evangélico.
A cena não passou despercebida, reacendendo discussões sobre como fé, política e questões internacionais se misturam.
O ato, que levou multidões às ruas, também serviu como demonstração de apoio a Israel, num momento de crescentes atritos no Oriente Médio.
A marcha, capitaneada pela Igreja Renascer em Cristo — liderada pelo apóstolo Estevam Hernandes e pela bispa Sônia Hernandes —, teria reunido, segundo cálculos da Associação Comercial de São Paulo, algo em torno de dois milhões de participantes.
Tarcísio não estava sozinho: ao seu lado, o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, também marcaram presença, engrossando o coro de autoridades presentes no evento.
Ele cantou o louvor “Mil Graus”, do grupo Renascer Praise, e foi ovacionado ao sancionar leis que tornam a Marcha e a banda Renascer Praise patrimônios culturais imateriais do estado.
“Viva a cultura gospel, viva São Paulo”, exclamou o governador, que também comemorou seu aniversário de 50 anos com um coro de “Parabéns pra você” puxado por Sônia Hernandes.
O gesto de Tarcísio ao exibir a bandeira de Israel gerou reações intensas. Durante o evento, milhares de bandeiras do país foram distribuídas, reforçando o apoio evangélico à nação em guerra com o Irã e envolvida em conflitos na Faixa de Gaza.
O pastor americano Larry Huch declarou: “Quem abençoa Israel é abençoado”, enquanto o deputado brasileiro Gilberto Nascimento (PSD-SP) pediu uma “oração em socorro” ao país.
Nas redes sociais, o governador foi alvo de duras críticas. Usuários o chamaram de “serpente parida por Bolsonaro” e questionaram a exibição da bandeira em um evento cristão, apontando contradições com os valores de Jesus.
Tarcísio de Freitas:
— NINGUÉM (@GORILLAZ1962) June 19, 2025
A serpente que foi parida por Bolsonaro. De todos, o pior. pic.twitter.com/bxaNBYVmQB
Segundo o cientista geopolítico Vinicios Betiol, a cena ocorre “no exato momento em que o governo de Benjamin Netanyahu tenta eliminar as poucas crianças que ainda sobraram em Gaza. A extrema direita está transformando a Marcha pra Jesus em uma Marcha pro demônio. Jesus passa longe de tudo isso“.
Tarcísio de Freitas canta na Marcha pra Jesus, enrolado na bandeira de Israel, no exato momento em que o governo de Benjamin Netanyahu tenta eliminar as poucas crianças que ainda sobraram em Gaza. A extrema direita está transformando a Marcha pra Jesus em uma Marcha pro demônio.… pic.twitter.com/RebfKRXDv9
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) June 19, 2025
“Cristãos usando a bandeira de um povo que não reconhece Jesus como o Cristo“, escreveu o influencer Pedro Ronchi, enquanto eles celebraram Tarcísio, destacando sua proximidade com o eleitorado evangélico, visto como estratégico para as eleições de 2026.
Cristãos usando a bandeira de um povo que não reconhece Jesus como o Cristo. pic.twitter.com/KvuxCAs2Ww
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) June 19, 2025
Considerado um possível candidato à Presidência da República em 2026, Tarcísio usou a Marcha para fortalecer laços com líderes religiosos.
Estevam Hernandes Filho – ministro neopentecostal, líder e fundador da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, é antigo defensor de uma chapa com Tarcísio e Michelle Bolsonaro como vice, enquanto Ricardo Nunes (MDB) é apontado como potencial sucessor no governo estadual.
A presença de figuras como Cláudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita Brasileira, reforçou o tom pró-Israel do evento, que também contou com orações por paz e reconciliação.
Enquanto alguns fiéis expressaram apoio incondicional a Israel, outros criticaram a politização da Marcha. “Não há nada “de Jesus” em ostentar uma bandeira israelense em uma marcha que se diz cristã no atual momento”, disse um usuário no X, citando o conflito em Gaza, que já causou mais de 65 mil mortes, segundo fontes.
Tarcísio com a bandeira de Israel, um país cujo povo foi perseguido por um nazista e que agora é comandado por um.
— Professor Leonardo (@ProfLeoOficial) June 19, 2025
Não há nada "de Jesus" em ostentar uma bandeira israelense em uma marcha que se diz cristã no atual momento. pic.twitter.com/mQgNzneppZ
A controvérsia destaca o peso do eleitorado evangélico no Brasil e os desafios de alinhar fé e política em um cenário global polarizado.
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