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Se chegar à Presidência, projeto de Tarcísio é “ruptura institucional”, diz Lindbergh Farias

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    O deputado
    O deputado federal líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias / Imagem reprodução | O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) / foto: Alan Santos


    Parlamentar observa que o governador “não falou em inflação, emprego, saúde ou educação“, apenas expressou que “sua obsessão é blindar quem está em prisão domiciliar, réu no STF e inelegível até 2030” – LEIA A ÍNTEGRA



    Brasília, 31 de agosto de 2025

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, utilizou a rede social X para criticar a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que sua prioridade, caso consiga a proeza de derrotar o Presidente da República Federativa do brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, seria anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão domiciliar, aguardando julgamento por tentativa de golpe de Estado.

    Segundo Farias, a proposta de Tarcísio não menciona questões cruciais como inflação, emprego, saúde ou educação, focando exclusivamente em “blindar quem está em prisão domiciliar, réu no STF e inelegível até 2030”.

    A fala, conforme Farias, sinaliza um “projeto de ruptura institucional”, desafiando cláusulas pétreas da Constituição Federal e arriscando um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Juristas reforçam que crimes contra a democracia são inafiançáveis e imprescritíveis, conforme o artigo 5º da Constituição, o que tornaria a anistia inconstitucional.

    Farias argumenta que a iniciativa de Tarcísio reedita “a velha fórmula da impunidade para crimes contra a democracia”, remetendo aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília e quebraram tudo.

    O governista também menciona a rejeição da sociedade à chamada PEC da Blindagem, um projeto que buscava limitar o poder do STF e foi arquivado após forte resistência popular e política.

    Para Lindbergh, transformar o Palácio do Planalto em um “bunker de golpistas” reflete a ausência de um plano de governo por parte de Tarcísio, que demonstraria “submissão a Bolsonaro” e um “pacto de impunidade”.


    O posicionamento de Tarcísio tem gerado reações polarizadas. O governador intensificou seu apoio ao ex-presidente, participando de atos bolsonaristas e endossando críticas ao STF, incluindo postagens de Donald Trump em defesa de Bolsonaro.

    Essa postura é vista como uma estratégia para consolidar apoio entre a base bolsonarista. No entanto, há divisões na direita, com setores do Centrão defendendo abandonar a pauta da anistia em prol de estabilidade política.

    Aliados de Bolsonaro, como seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, defendem uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. Mas juristas alertam para os riscos de tal medida.

    A professora Eloísa Machado de Almeida, da FGV Direito, afirmou, conforme mostrou a Agência Brasil que a anistia violaria a separação de poderes, invadindo competências do Judiciário.

    O STF, que já anulou o indulto ao ex-deputado Daniel Silveira em 2022, deve manter a mesma linha, considerando crimes contra a democracia impassíveis de perdão.

    O debate sobre a anistia também reflete tensões internacionais. Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que Eduardo Bolsonaro teria condicionado o fim de sanções econômicas dos Estados Unidos à aprovação de uma anistia que beneficie seu pai.

    Essas sanções, anunciadas por Trump, são apontadas como pressão para interferir no Judiciário brasileiro, o que o ministro Alexandre de Moraes classificou como “atentados à soberania nacional”.

    A sociedade brasileira, conforme pesquisa Quaest, rejeita a anistia, com 56% da população contrária ao perdão de Bolsonaro.



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