Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Tarcísio afirma que tinha ‘visão equivocada’ sobre bodycams para PMs devido à ‘experiência pretérita’ (VÍDEO)

    Sem explicar qual foi essa experiência, o governador bolsonarista de SP acrescentou que está “absolutamente convencido” que as câmeras corporais são “um instrumento de proteção” e prometeu “ampliar o programa”, com melhor “tecnologia” – ASSISTA

    COMPARTILHE:

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    Quem te viu, quem te vê!“, afirmou o jornalista Guga Noblat ao assistir uma entrevista do governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Progressistas), em que o bolsonarista, segundo o profissional de imprensa, deu “um cavalo de pau” ao afirmar que agora é “um defensor das câmeras corporais em policiais“.

    A sociedade brasileira reagiu, nos últimos dias, ao aumento da violência praticada por policiais, desde que Tarcísio assumiu o governo e, especialmente, sob o secretário de segurança do estado, o ex-ROTA Guilherme Derrite. O caso do PM que arremessou um homem de cima de uma ponte na zona sul da capital tem sido considerado como a gota d’água em relação à indisciplina da tropa. “A pressão tá funcionando”, afirmou Guga Noblat“.

    Nas imagens, Tarcísio afirma, sobre as bodycams, que ele “era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão” e que “tinha uma visão equivocada, fruto da experiência pretérita”. O governador não deu detalhes sobre qual teria sido essa experiência, acrescentando apenas que “não tem nada a ver com a questão da segurança pública“.

    Hoje eu estou absolutamente convencido que é um instrumento de proteção da sociedade, do policial, e nós vamos não só manter o programa, mas ampliar o programa e tentar trazer o que tem de melhor em termos de tecnologia”, disse em entrevista à GloboNews.


    As mortes cometidas por policiais militares de São Paulo registraram um aumento de 98% nos dois primeiros anos do governo Tarcísio de Freitas, conforme mostra a CNN Brasil. Entre janeiro e novembro de 2022, último ano da gestão anterior da Secretaria de Segurança Pública, foram 355 ocorrências. No mesmo período de 2024, segundo ano da gestão do capitão da reserva Guilherme Derrite, o número saltou para 702 mortes por intervenção policial, diz a matéria.

    Os dados são compilados pelo GAESP-MPSP (Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público de São Paulo) e incluem as mortes cometidas por policiais militares em serviço e de folga. Em 2023, primeiro ano da gestão Tarcísio, foram 406 mortes entre janeiro e novembro, o que também representa um aumento de 73% em comparação com este ano.

    Se somente os números de mortes cometidas por PMs em serviço forem levados em consideração, o aumento é ainda maior. De janeiro a novembro de 2022, foram 233 ocorrências envolvendo mortes cometidas por agentes durante o expediente. No mesmo período de 2024, o número saltou para 600, um aumento de 157%.

    Na madrugada do dia 20 deste mês, Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina da faculdade Anhembi Morumbi, foi morto por um policial militar após uma abordagem em um hotel no bairro da Vila Mariana, zona sul da cidade.

    Segundo o boletim de ocorrência, os policiais atenderam uma chamada no local e relataram que Marco Aurélio estava “bastante alterado, agressivo, e resistiu à abordagem policial, entrando em vias de fato com a equipe”. O documento diz que o estudante teria tentado pegar a arma de um dos policiais e o soldado disparou, mas tal versão não condiz com as imagens das câmeras de segurança do hotel.

    Em outro caso, imagens de câmeras de segurança divulgadas na segunda-feira (2/11) mostraram que o jovem negro Gabriel Renan da Silva Soares foi executado pelas costas pelo policial militar Vinicius de Lima Britto, em 3 de novembro, em um mercado da zona sul da cidade. A versão inicial apresentada pelo PM era de que o jovem teria feito menção de estar armado, o que, na versão dele, justificaria os disparos.

    Um atendente do mercado corroborou essa narrativa, alegando que Gabriel teria dito: “Não mexe comigo, que estou armado, não quero nada do que é seu”. Mas as novas imagens mostram que o jovem, que havia acabado de furtar itens de limpeza, escorregou quando tentou sair correndo do mercado e que em nenhum momento fez menção de estar armado. Nas imagens, também é possível concluir que não houve diálogo, e que o policial acertou a vítima pelas costas.

    Também na segunda-feira (2/11), um vídeo flagrou um policial militar jogando um homem de uma ponte na zona sul de São Paulo. Segundo informações, o caso ocorreu no bairro da Vila Clara, na região de Cidade Ademar. Os treze agentes envolvidos na ação foram afastados.

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading