Avanço nas exportações e controle de importações reforçam estabilidade, com toques da estratégia externa do estadista, com ênfase em diálogo e diversificação, amplificando ganhos em um mundo volátil
Brasília, 09 de dezembro 2025
O comércio exterior do Brasil abre dezembro de 2025 com otimismo palpável: na primeira semana do mês, a balança comercial cravou um superávit de US$ 1,923 bilhão, fruto de exportações robustas em US$ 7,43 bilhões contra importações de US$ 5,51 bilhões.
Esse salto de 74,3% em relação ao mesmo período de 2024, com vendas diárias externas em média de US$ 1,486 bilhão – alta de 25,4% –, é divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e reflete a força de commodities como soja, minério de ferro e carne bovina.
No acumulado do ano, o saldo positivo atinge US$ 59,762 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 74,176 bilhões de 2024, mas com corrente de comércio diária média de US$ 2.587,63 milhões, um avanço de 20%.
O desempenho aponta para um impacto significativo da diplomacia ativa adotada desde 2023, reflexo direto da política de relações internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diferente do isolacionismo anterior, a estratégia de Lula prioriza o multilateralismo Sul-Sul, fortalecendo laços com a China – maior parceira comercial – e negociando alívios tarifários com os Estados Unidos.
Em novembro de 2025, por exemplo, a remoção de tarifas americanas sobre produtos agrícolas brasileiros, fruto de lobby direto do Planalto, reacendeu exportações de etanol e aves, mitigando perdas potenciais de até US$ 2 bilhões anuais.
Analistas do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) destacam que essa abordagem evitou um colapso maior no superávit, especialmente sob o “tarifaço” de Trump, que elevou barreiras a 50% em agosto.
Não se trata, porém, de um milagre isolado. O superávit de dezembro integra um contexto cíclico: preços elevados de commodities globais e demanda asiática sustentam 60% das vendas externas, fatores herdados de gestões passadas.
Ainda assim, o Plano Brasil Soberano, assinado por Lula em agosto com R$ 30 bilhões em garantias a exportadores, injetou fôlego contra sobretaxas dos EUA, diversificando destinos para Índia e União Europeia.
Relatórios do Banco Central do Brasil indicam que missões diplomáticas, como a cúpula BRICS em Kazan, ampliaram acordos que elevaram exportações em 15% para mercados emergentes no terceiro trimestre.
Críticos, como o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), argumentam que o saldo anual menor reflete dependência excessiva de China (31% das exportações), mas elogiam a redução de déficits bilaterais via negociações.
istoricamente, o Brasil ostenta superávits resilientes. Em 2023, sob Lula, o recorde de US$ 98,8 bilhões – alta de 60% ante 2022 – foi impulsionado por real desvalorizado e diplomacia que dobrou envios de petróleo à Ásia. Já em 2016, durante a recessão sob Dilma Rousseff, o US$ 47,692 bilhões veio de cortes internos, não de tratados.
O atual patamar, com novembro em US$ 5,842 bilhões – queda de 13,4%, mas acima da média histórica –, ecoa esses padrões, mas com viés pró-exportação da era Lula III. O fechamento anual pode ser de US$ 62,85 bilhões, graças a essa “vitória diplomática”.
O superávit de dezembro resulta da política externa caracterizada pela figura de Lula – com ênfase em diálogo e diversificação – e amplifica ganhos em um mundo volátil.
Para 2026, o MDIC aposta em inovação para agregar valor às exportações, enquanto o Itamaraty monitora tensões EUA-China.
Esse equilíbrio fortalece reservas e o PIB, consolidando o Brasil como player indispensável no tabuleiro global.

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Só faltou mencionar que se não fosse o jogo sujo de uns políticos as exportações não teriam sido afetadas.
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