
📷O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Ricardo Stuckert / PR | O presidente dos EUA, Donald Trump, fotografado durante reunião de Gabinete |30.5.2026| Foto: Kent Nishimura / AFP
| Brasília (DF)
02 de junho de 2026
O governo dos Estados Unidos deu um passo decisivo que pode reconfigurar a relação comercial com o Brasil.
Na segunda-feira (1º/jun), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação e propôs a imposição de uma tarifa de 25% sobre todas as importações brasileiras, com exceção de itens considerados estratégicos para os americanos.
A ação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, é a mais abrangente já iniciada contra o país na atual gestão e mira diretamente pilares da política nacional, como o sistema de pagamentos instantâneos Pix e a soberania digital.
Os motivos da tensão
A proposta norte-americana não é uma reação isolada. O documento de 107 páginas obtido pela imprensa alega que “certos atos, políticas e práticas do Brasil são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos EUA” . Entre os pontos de discórdia, destacam-se:
Comércio Digital e o Pix:
Washington alega que o Banco Central favorece o Pix em detrimento de empresas americanas de cartão de crédito, configurando “discriminação deliberada” . O relatório também critica decisões de tribunais brasileiros que exigiram a remoção de perfis em redes sociais, taxando as medidas como censura.
Acesso ao Mercado:
Os EUA reclamam de tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a México e Índia e do tratamento dado ao etanol, que classificam como falta de reciprocidade.
Meio Ambiente e Corrupção:
O USTR reiterou críticas ao que chama de fiscalização ineficaz contra o desmatamento ilegal na Amazônia e à falta de aplicação de leis anticorrupção, citando a anulação de processos da Lava Jato.
O que fica de fora da taxa
A exclusão de certos produtos revela a dependência mútua entre as duas maiores economias das Américas.
Ficarão isentos da tarifa de 25% itens essenciais para a cadeia produtiva americana, como café, carne bovina, minérios, terras raras, fertilizantes, produtos farmacêuticos e aeronaves da Embraer.
O cronograma e o silêncio de Lula
Apesar do anúncio agressivo, a tarifa não entra em vigor imediatamente. O USTR, comandado pelo embaixador Jamieson Greer, abriu um período de consulta pública.
Uma audiência está marcada para 6 de julho, mas o prazo final para que os governos cheguem a um acordo é 15 de julho.
Greer afirmou que, embora tenha mantido “reuniões construtivas” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe, ainda existem “divergências substanciais”.
Até o fechamento desta edição, o Palácio do Planalto não havia se manifestado oficialmente sobre o teor da proposta, mas já aguardava movimentos como este desde a visita de Lula a Donald Trump em maio.
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FAQ Rápido
O que é a Seção 301?
É uma lei americana que permite ao governo dos EUA investigar e retaliar práticas comerciais consideradas injustas ou discriminatórias por outros países, aplicando tarifas ou restrições.
Por que o Pix está na mira dos EUA?
O governo Trump alega que o Brasil cria barreiras regulatórias para proteger o Pix, dificultando a concorrência justa de empresas americanas de cartões de crédito e pagamentos eletrônicos no mercado brasileiro.
Quando as novas tarifas começam a valer?
A data limite para a aplicação das medidas é 15 de julho de 2026. Antes disso, haverá audiências e consultas públicas nos EUA, previstas para 6 de julho.
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Donald Trump saiu das profundezas dos infernos para criar problemas com o mundo todo, esse pedófilo não é diferente do bolsonarismo, tem inveja do Brasil e do governo LULA