A deputada federal pelo Paraná e Presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, em foto de Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Plenário Virtual da Corte julgou o processo sobre denúncia apresentada pela PGR, em 2017, durante o governo Temer e no auge das operações persecutórias contra a cúpula do PT
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou, nesta sexta-feira (23/6), maioria de votos para rejeitar denúncia apresentada contra a deputada federal pelo Paraná e Presidenta do Partido dos trabalhadores, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Paulo Bernardo.

O Plenário Virtual da Corte, cuja votação em sistema eletrônico foi finalizada às 23h59, julgou o processo que envolve denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a cúpula do PT, em 2017, durante o governo Temer e no auge das operações persecutórias contra a legenda.
Na ocasião, Hoffmann e Bernardo foram acusados de receber R$ 1 milhão oriundo das operações do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, que teve à frente o ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Até às 21:53 de ontem, segundo a ‘Agência Brasil‘, sete dos dez atuais integrantes da Corte votaram para rejeitar as acusações, prevalecendo o voto do relator, ministro Edson Fachin, que defendeu novo parecer, enviado em março deste ano, no qual o mesmo órgão e apresentou a denúncia passou a rejeitá-la.
“Compreendo que a falta de interesse da acusação em promover a persecução penal em juízo, por falta de justa causa, em razão de fatores supervenientes à apresentação da denúncia, deve ser acatada neste estágio processual”, afirmou Fachin.
Além do relator, também votaram pela rejeição da denúncia os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.
