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STF abre ao público geral credenciamento para julgamento de Bolsonaro: saiba como participar

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    Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF |10.6.2025| Imagem reprodução/TV Justiça


    Inscrições estão abertas até 28 de agosto para o público apreciar as sessões históricas de setembro – no banco dos réus, estão o ex-presidente e mais sete que tentaram dar um golpe de Estado no Brasil



    Brasília, 26 de agosto de 2025

    O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de credenciamento para o público geral interessado em acompanhar presencialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, réus do chamado “núcleo 1” da trama golpista.

    As sessões, marcadas para ocorrer entre 2 e 12 de setembro, serão realizadas pela Primeira Turma do tribunal, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

    O julgamento apura uma tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, com acusações que podem levar a penas superiores a 30 anos de prisão.

    Os interessados, incluindo advogados de réus de outros núcleos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), devem preencher um formulário eletrônico disponível no site do STF até as 14h de 28 de agosto.

    É necessário indicar o dia e horário de preferência para comparecimento. A confirmação da inscrição será enviada pelo Cerimonial do STF até 1º de setembro, sujeita à disponibilidade de espaço no plenário, que tem capacidade para 120 pessoas.

    As sessões também serão transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.

    Réus e Acusações do Núcleo 1O “núcleo crucial” da trama golpista inclui figuras-chave do governo Bolsonaro.

    Além do ex-presidente, são réus: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice em 2022; e Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

    Eles enfrentam acusações de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    MEDIDAS DE SEGURANÇA E CONTEXTO

    Para garantir a segurança, o STF reforçará o policiamento, com equipes armadas, máquinas de raio X e medidas como a substituição de copos de vidro por descartáveis.

    Um incidente anterior, em março, envolvendo o advogado Sebastião Coelho, que tentou acessar o plenário sem credenciamento e foi detido por desacato, destaca a rigidez dos protocolos.

    A PGR, liderada pelo procurador-geral Paulo Gonet, sustenta que o plano golpista começou em 2021, com ataques ao sistema eleitoral para desacreditar o processo e culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

    Provas incluem minutas de decretos golpistas e planos como “Luneta” e “Punhal Verde Amarelo”, que previam até o sequestro de autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O julgamento seguirá um rito estruturado: começará com a leitura do relatório por Alexandre de Moraes, seguida pela sustentação oral da PGR (duas horas) e das defesas (uma hora por réu).

    Os votos dos ministros serão proferidos a partir de 9 de setembro, com decisão por maioria simples.

    Em caso de condenação, a dosimetria das penas será definida na sequência.

    A defesa de Bolsonaro classificou a denúncia como “absurda” e pediu a absolvição, alegando falta de provas e cerceamento de defesa, incluindo a anulação da delação de Mauro Cid.

    Já Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, com tornozeleira eletrônica, por descumprir medidas cautelares, mas isso não interfere no julgamento.

    O julgamento é considerado um dos mais significativos da história recente do Brasil, com potencial de definir o futuro político de Bolsonaro e impactar o cenário nacional.

    A possibilidade de acompanhar presencialmente reforça a transparência do processo, mas a limitação de vagas e os rigorosos protocolos de segurança refletem a sensibilidade do caso.



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