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Ministros avaliam que tudo ocorre conforme esperado, sem novidades – acusados tentaram se desvincular dos crimes, mas admitiram reuniões – SAIBA MAIS
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Brasília, 11 de junho de 2025
Os interrogatórios dos 8 réus do “núcleo crucial” da trama golpista, conduzidos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) entre segunda-feira (9/jun) e terça-feira (10/jun), não trouxeram fatos novos, segundo avaliação de ministros e investigadores.
Liderados pelo ministro Alexandre de Moraes, os depoimentos reforçaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o grupo de planejar ações inconstitucionais para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022, conforme mostra o g1.
Os 8 acusados, incluindo Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, foram interrogados na sala da Primeira Turma do STF, em Brasília.
Apesar de negarem envolvimento direto nos crimes, como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, todos confirmaram participação em reuniões onde a “minuta do golpe” foi discutida.
A PGR alega que o documento previa medidas como estado de sítio e prisão de autoridades, incluindo ministros do STF.
A avaliação dos ministros é de que os depoimentos seguiram o previsto, sem revelações que alterassem o curso da investigação.
A estratégia dos réus foi tentar minimizar sua participação, mas as admissões sobre as reuniões reforçam a narrativa da PGR.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, revogou a proibição de contato entre os réus do “núcleo 1” após os interrogatórios, considerando a medida desnecessária nesta fase.
Com o fim dos interrogatórios, acusação e defesa têm 5 dias para solicitar novas diligências, como depoimentos adicionais ou documentos.
Após isso, as partes apresentarão alegações finais em 15 dias.
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O julgamento, que decidirá pela condenação ou absolvição dos réus, está previsto para o segundo semestre. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar prisão, com a pena definida pelo STF.
A trama golpista refere-se a ações coordenadas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
A PGR aponta que o “núcleo crucial” planejou medidas inconstitucionais, como a decretação de estado de sítio, com apoio de militares de alto escalão.
A tentativa, segundo a acusação, foi frustrada pela falta de adesão de comandantes militares.
Os interrogatórios, transmitidos ao vivo pela TV Justiça, ocorreram sob forte esquema de segurança na Praça dos Três Poderes.
A ausência de fatos novos não diminui a gravidade do caso, considerado um marco na democracia brasileira.
A Primeira Turma, composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, conduzirá o julgamento final.
A sociedade acompanha de perto, enquanto o STF reforça seu papel na defesa do Estado Democrático de Direito.












