Ministro do STF quer relatório detalhado sobre procedimento de escolta ao ex-presidente condenado e inelegível, após atendimento médico, no domingo (14)
Brasília, 15 de setembro de 2025
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal preste esclarecimentos em até 24 horas sobre a operação de escolta realizada no domingo (14/set) envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida ocorre após o cumprimento de um procedimento médico no Hospital DF Star, em Brasília, quando o custodiado não retornou imediatamente à residência onde cumpre prisão domiciliar.
De acordo com a decisão judicial, a corporação deve apresentar um relatório minucioso incluindo o veículo utilizado no transporte, os nomes dos agentes que acompanharam Bolsonaro no quarto durante o atendimento e, principalmente, os motivos para o atraso no deslocamento de volta ao local de custódia.
A ordem foi emitida nesta segunda-feira (15/set), com prazo contado a partir da notificação oficial.
O episódio marca a primeira saída de Bolsonaro da prisão domiciliar imposta desde 4 de agosto, após descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo STF.
Condenado na quinta-feira (11/set) pela Primeira Turma da Corte a 27 anos e três meses de reclusão por crimes no âmbito de uma suposta trama golpista, o ex-presidente obteve autorização para o atendimento ambulatorial, que consistiu na remoção de lesões cutâneas, incluindo oito pintas para análise de possível câncer de pele.
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O boletim médico destacou o bom estado de saúde geral do paciente, aos 70 anos, apesar de relatos prévios de aliados sobre seu abatimento.
Ao deixar o hospital por volta das 14h, Bolsonaro permaneceu por cerca de seis minutos ao lado do carro da escolta, momento em que foi recebido por aproximadamente 20 apoiadores que entoaram o Hino Nacional e proferiram elogios.
O filho Renan Bolsonaro estava presente, e as manifestações interromperam brevemente declarações à imprensa sobre o quadro clínico.
O retorno à residência ocorreu apenas às 14h25, sob forte aparato de segurança.
Essa determinação de Moraes reforça o rigor no monitoramento da prisão domiciliar, que inclui uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e integral nos fins de semana, além de proibições de contato com autoridades estrangeiras e uso de redes sociais.
A defesa de Bolsonaro protocolou hoje pedido para visitas de líderes oposicionistas, como o deputado Rodrigo Valadares (União-SE), argumentando fragilidade física como base para eventual conversão do regime fechado em domiciliar após o trânsito em julgado do processo.
Especialistas em direito penal consultados apontam que a investigação sobre a escolta pode avaliar se houve violação de protocolos de custódia, especialmente em contexto de alta visibilidade pública.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) monitoram o caso, que ganha relevância em meio a debates sobre o equilíbrio entre saúde do réu e segurança processual.
Até o momento, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF não se manifestou publicamente.








Manda esse meliante pra Papuda, ele só está com o intestino preso, tem que prender o restante da criatura. 🚔🚔🚔
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