ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Sociedade Argentina é politizada o suficiente para evitar aberrações como Bolsonaro, diz Marcelo Pimentel

    Coronel brasileiro da reserva usou comemoração de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, pela vitória do extremista de direita argentino nas primárias das eleições presidenciais no país vizinho neste domingo, para fazer dura crítica ao inelegível ex-presidente – LEIA A ÍNTEGRA

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes sociais nesta segunda-feira (14/8) comemorar a vitória do economista radical de extrema-direita conhecido por Milei nas eleições primárias da Argentina, realizadas neste domingo (13/8).

    Milei vence as primárias na Argentina. Se fizesse 25% já seria vitorioso, obteve mais de 30%“, escreveu o filho ‘Zero Três’ do inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Um ano atrás era um sonho, daí virou meta e hoje é realidade. Um excelente começo para o que pode ser a mudança real que a Argentina precisa“, comemorou.

    Com vizinhos livres do socialismo o Brasil tem um ambiente mais favorável retomar o caminho da liberdade“, acrescentou, em texto depreciativo da filosofia política que na verdade tem propriedade social, pública, coletiva e cooperativa”.

    Aguante, Milei“, pontuou o radical.

    Em resposta à eufórica postagem de um dos herdeiros do clã, o coronel da reserva Marcelo Pimentel produziu um texto criticando duramente o ex-presidente, chegando a dizer que o povo argentino tem orientação política suficiente para evitar um outro Bolsonaro governando um país.

    Leia a íntegra:

    “O virtual/provável [futuro] presidente argentino não é o “Bolsonaro do Rio da Prata”! Pode ser populista, ultraliberal e apelativo, representando uma direita extremista, mas não foi construído dentro dos quartéis das Forças Armadas.

    Ele não é um oficial do Exército argentino, nem trocou a carreira na ativa por uma trajetória política medíocre de 28 anos fazendo e ensinando “rachadinha”, acumulando riqueza às custas do erário e recebendo auxílio moradia pra “comer gente”!

    Ele não tem um general idólatra de torturador em sua chapa, como vice, nem defende ostensivamente a Ditadura Militar de Videla & cia.

    Supondo que seja eleito, os generais do atual Alto Comando do Exercito não ocuparão cargos políticos nem montarão o dispositivo político do governo.

    Supondo que seja eleito, oficiais das Forças Armadas argentinas não ocuparão, em massa e aos borbotões, cabeça, tronco, membros, entranhas e alma da máquina governamental do Estado.

    Supondo que seja eleito, os comandantes “del Ejército y de la Armada” não autorizarão que generais/almirantes na ATIVA sejam nomeados como Ministro da Casa Civil, Ministro da Saúde nem Ministro das Minas e Energia.

    O slogan eleitoral da campanha do argentino não é o brado oficial da tropa paraquedista do Exército argentino.

    O comandante do Exército argentino não solta tweets nas vésperas de julgamentos da suprema corte sobre processo envolvendo Cristina Kirschner.

    Os generais, almirantes e brigadeiros argentinos não costumam fazer política e, quando o fazem, não usam suas designações hierárquicas como capital simbólico eleitoral.

    O candidato argentino não lançou sua candidatura presidencial, anos atrás, dentro do “Colégio Militar de la Nación”, academia de formação dos oficiais do Exército Argentino, em discurso para cadetes.

    Nem esses aplaudiram e gritaram “mito!”, “líder” em resposta ao discurso político-ideológico.

    O comandante do Colégio Militar de la Nación que permitisse tal aberração sería exonerado, possivelmente punido e não prosseguiria na carreira.

    A sociedade Argentina, embora polarizada, é politizada e esclarecida o suficiente para evitar e repudiar aberrações como estas.

    A imprensa Argentina seria implacável com um candidato que fosse construído e operado pelas cúpulas hierárquicas das Forças Armadas argentinas.

    A imprensa, a sociedade e as autoridades da Argentina jamais admitiriam que generais comandantes do Exército expedissem ordens do dia celebrando ou rememorando o Golpe Militar de 1976 e a Ditadura que se seguiu”.

    No final de seu texto, Pimentel postou uma reprodução da capa da ‘Revista Crusoé‘ mostrando membros da Cúpula Militar brasileira, e escreveu:

    No Brasil, o general autor da ordem do dia sobre o Golpe e a Ditadura – movimento e marcos para a democracia” (sic) – de 2020 está assinalado em amarelo na foto.

    É da Turma AMAN 1976, uma antes da Turma do capitão Bolsonaro (AMAN 1977).

    Saiu daí (Alto Comando do Exército 2015-2018 – foto da Reunião de fevereiro de 2016 – print à esquerda) para ser assessor do Presidente do STF em 2018 (Dias Toffoli), Ministro da Defesa (2019-2021).

    Em 2021, foi convidado pelo Ministro @LRobertoBarroso para ser Diretor-geral do TSE!

    O nome dele está escrito na ordem do dia que assinou (print à direita). Imprensa, academia, política…ACORDAI!

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading