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Sobre a prisão de Fernando Collor, de 75 anos, nesta sexta-feira (25), e a percepção pública da situação de Bolsonaro

    Sobre a prisão de Fernando Collor, de 75 anos, nesta sexta-feira (25), e a percepção pública da situação de Bolsonaro

    Fernando Collor e Jair Bolsonaro | Foto de Anderson Riedel


    Collor não tem direito automático a prisão domiciliar, prevista para maiores de 80 anos, e ex-presidente inicia o cumprimento de uma pena de 8 anos e 10 meses em regime fechado, conforme condenação do STF em 2023 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – SAIBA MAIS

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    Brasília, 25 de abril de 2025

    Na madrugada desta sexta-feira (25/abr), o ex-presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, de 75 anos, foi preso em Maceió, Alagoas, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    A detenção ocorreu às 4h, quando Collor se deslocava para Brasília com intenção de se entregar espontaneamente.

    Agora custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Maceió, Collor inicia o cumprimento de uma pena de 8 anos e 10 meses em regime fechado, conforme condenação do STF em 2023 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

    A prisão marca um momento histórico, 33 anos após o impeachment de Collor em 1992, reforçando o combate à impunidade no país.

    Contexto da Condenação

    A condenação de Collor, proferida em maio de 2023, decorre de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015.

    Segundo a acusação, entre 2010 e 2014, o ex-presidente, então senador, recebeu cerca de R$ 20 milhões em propinas para viabilizar contratos irregulares entre a BR Distribuidora (antiga subsidiária da Petrobras) e a UTC Engenharia.

    Collor teria usado sua influência para indicar aliados a cargos estratégicos, facilitando os esquemas. Os valores foram ocultados por meio de operações de lavagem de dinheiro, segundo investigação.

    Além de Collor, outros envolvidos foram condenados: Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, operador do esquema, pegou 4 anos e 1 mês em regime semiaberto. Luis Pereira Duarte de Amorim, diretor da Organização Arnon de Mello, recebeu 3 anos em regime aberto, com pena convertida em restrições de direitos.

    A pena de Collor inclui ainda uma multa, indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos e proibição de exercer cargos públicos pelo dobro do tempo da condenação.

    A Decisão de Alexandre de Moraes

    Na quinta-feira (24/abr), Moraes rejeitou os embargos de infringentes apresentados pela defesa de Collor, classificando-os como “meramente protelatórios”.

    Considerando o processo em trânsito em julgado, o ministro determinou a prisão imediata e o início do cumprimento das penas dos condenados.

    A decisão pegou a defesa de surpresa, que esperava uma análise do recurso pelo plenário do STF em sessão marcada para esta sexta-feira (25/abr), das 11h às 23h59.

    O advogado Marcelo Bessa, que representa Collor, criticou a decisão monocrática de Moraes, argumentando que o STF deveria avaliar o caso coletivamente.

    Apesar disso, Collor optou por se apresentar, evitando resistência à ordem judicial.

    Repercussão e Significado Histórico

    A prisão de Collor é um marco na política brasileira.

    Ele se torna o segundo ex-presidente do país preso por condenação penal.

    O caso reacende debates sobre corrupção e responsabilidade política, especialmente por ocorrer 33 anos após o impeachment de Collor em 1992, motivado por denúncias de irregularidades durante sua presidência.

    A decisão reforça a mensagem de que ninguém está acima da lei.

    Nas redes sociais, a prisão foi celebrada por setores progressistas como um avanço na luta contra a corrupção sistêmica, mas também gerou críticas de apoiadores de Collor, que questionam a celeridade da decisão de Moraes.

    O impacto político do caso pode influenciar a percepção pública sobre o STF e a Operação Lava Jato.

    Próximos Passos

    A sessão virtual do STF marcada para esta sexta-feira (25/abr) pode trazer novos desdobramentos, com os ministros avaliando a decisão de Moraes.

    A defesa de Collor ainda pode tentar recursos, mas, se considerados protelatórios, a execução da pena será mantida.

    Aos 75 anos, Collor não tem direito automático a prisão domiciliar (prevista para maiores de 80 anos), mas sua defesa pode pleitear benefícios com base em saúde ou idade.

    A prisão de Fernando Collor faz a sociedade acompanhar atenta, dividida entre aplausos à Justiça e questionamentos sobre os rumos da política nacional, no caso sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado. LEIA A SEGUIR:

    LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS

    Vários perfis no X relacionaram a prisão de Fernando Collor à situação de Jair Bolsonaro: @vozesspaces celebrou e sugeriu que o réu no STF por golpismo seria o próximo, mencionando “Xandão manda prender Collor, próximo será BOLSONARO NA CADEIA”. O post também associa Collor a corrupção e extremismo de direita.

    @LilliunAzules citou um cientista político que afirmou: “O Collor é um símbolo de que o Supremo Tribunal Federal agora vai prender quem foi considerado culpado pela Suprema Corte. Este sinal chegou ao sistema político. Se o Collor for preso, Bolsonaro pode ser preso.”

    @Ribeiro57379971 especulou que a prisão de Collor seria uma estratégia para dar “ares de legalidade” à eventual prisão de Bolsonaro.

    @kabokiko compartilhou uma matéria do jornal O Globo com o título “Prisão de Collor por ordem de Alexandre de Moraes reforça temor de aliados de Bolsonaro”.

    @SalesRegy comentou que a prisão de Collor deixou apoiadores de Bolsonaro em “modo pânico” e questionando quem seria o próximo, com hashtags como #BolsonaroPRESO.

    @Statesoul9 alega que Collor foi preso por apoiar Bolsonaro e por críticas de seu primo, Marco Aurélio, à “ditadura do Judiciário”.

    @fenam924 emitiu a mensagem “Toc…tac…tic…tac!!! – Prisão de Collor acende alerta entre bolsonaristas”

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