Índice de Confiança dos Consumidores aqui no Brasil é o terceiro maior do mundo, entre 29 países monitorados pelo instituto, mesmo com manutenção da Selic a 13,75%
A terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), completa seis meses no próximo dia 1º de julho com mais fôlego, ante os resultados positivos apresentados na Economia, o que eleva projeções de especialistas do setor. E a população vê com bons olhos.
De acordo com o Instituto Ipsos, o Brasil é o terceiro país do mundo, entre outros 29, em nível de confiança dos consumidores com relação à economia, mostra o Índice homônimo, atrás apenas de dois países asiáticos. Nosso indicador ficou em 58,6 pontos, registrando alta de 3,2 pontos em relação ao mês anterior e o melhor resultado em uma década.
Indonésia e Tailândia aparecem na liderança, respectivamente, com 65,9 e 58,7 pontos. Quanto maior o nível de pontuação, que vai de uma escala de 0 a 100, maior a confiança das pessoas em relação ao consumo e à percepção sobre o cenário econômico. conforme mostra matéria de Juliana Causin, no ‘Globo‘.
O Brasil foi o segundo país do indicador com maior crescimento das expectativas no mês de junho. A melhora na confiança do consumidor brasileiro acontece apesar da Selic mantida no patamar dos 13,75%, com maior juros reais do mundo, o que diminui o acesso a crédito e segura o crescimento da economia.
Marcos Calliari, CEO da Ipsos, afirma que o resultado pode ser explicado pelas boas notícias na economia apresentadas nas últimas semanas, incluindo o resultado do PIB e a queda do dólar, que chegou este mês ao menor patamar desde maio de 2022. Segundo ele, o indicador do país vem melhorando desde outubro do ano passado, no cenário pós-eleições.
“Muito desse ânimo brasileiro refletido pode ser justificado por uma série de boas notícias econômicas que tivemos neste período, como o número forte do PIB do primeiro trimestre recém anunciado, a queda do dólar, a bela subida do mercado de ações, além de algumas medidas como o programa de carro popular”, disse.
Queda da Alemanha e dos EUA
Globalmente, o Índice de Confiança do Consumidor da Ipsos mostra estabilidade em junho, com uma alta de 0,2 ponto em relação ao mês de maio. Entre os países que fazem parte do monitoramento, oito deles, incluindo o Brasil, tiveram ganhos significativos em relação à confiança com a economia.
As maiores quedas do indicador, em junho, vieram de um grupo de sete nações. Entre eles, estão a Alemanha, que teve recuo de -3,4 pontos no indicador, após entrar oficialmente em recessão, e os Estados Unidos, que sofreu a influência das discussões sobre aumento do teto de dívida e as incertezas de calote, o que levou a uma redução de 2,8 pontos no indicador.
Junto com Indonésia, Tailândia e Brasil, fazem parte do grupo de países otimistas, México (58,5), Índia (56), Cingapura (55), Holanda (53,2), Canadá (51,4) e Reino Unido (50,9). Na lanterna do indicador, com consumidores mais pessimistas do mundo, estão Japão (38,9), África do Sul (37,5), Hungria (37,4), Turquia (35,9) e, por último, Argentina (34,8).
O indicador da Ipsos é realizado a partir de pesquisa mensal com 21 mil pessoas dos 29 países monitorados, a partir da plataforma on-line Global Advisor. O levantamento deste mês foi realizado entre 26 de maio e 9 de junho, com adultos com menos de 75 anos.

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