O mercado de trabalho aquecido e a força do consumo das famílias tem motivado as revisões para o crescimento da economia
Analistas do mercado reajustam para cima projeções de crescimento da economia em 2024, segundo ano da terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O PIB (Produto Interno Bruto) deste ano deve avançar 1,7%, acima dos 1,75% da semana anterior e dos 1,60% de um mês atrás, de acordo com o Boletim Focus divulgado, todas as segundas-feiras, pelo BC (Banco Central), conforme mostra a ‘Veja‘, nesta terça-feira (5/3).
Segundo o texto, foi a terceira revisão consecutiva do mercado sobre o desempenho da economia desse ano. O governo projeta, para 2024, um PIB com avanço de 2,2%.
O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou, no final de 2023, a ‘Visão Geral da Conjuntura‘ – análise detalhada sobre o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre de 2023 e previsões para 2024, com a estimativa do PIB em 2,0%. No ano passado, as políticas do governo Lula propiciaram a melhoria no consumo das famílias, que foi sustentado pelo aumento consistente da massa salarial ampliada.
O texto da mídia diz que o “mercado de trabalho aquecido e a força do consumo das famílias tem motivado as revisões para o crescimento da economia“.
Segundo a publicação, o relatório Focus da semana também traz revisão quanto aos dados de inflação, com estimativas de que o IPCA feche o ano em 3,76%. A meta oficial estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para a inflação nos anos de 2024, 2025 e 2026 é de 3%.
Há, no entanto, uma banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que significa que a inflação pode oscilar entre 1,5% e 4,5% e ainda estar dentro das diretrizes estabelecidas.
A margem permite flexibilidade para a política monetária, permitindo que o BC tome medidas adequadas para manter a estabilidade. No Focus, os analistas continuaram a apostar em uma taxa Selic de 9% ao final deste ano, sinalizando a manutenção do cenário, de mais ajustes na taxa de juros ao longo de 2024. A Selic hoje está em 11,25% ao ano.
Em 2023, ao se reposicionar em 9º lugar no ranking do PIB mundial projetado pelo FMI, o Brasil voltou ao ‘Top 10‘ das maiores economias do mundo, aparecendo com a cifra de US$ 2,13 trilhões.
O Produto Interno Bruto é um índice econômico que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país durante certo período de tempo. No Brasil, o cálculo é feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e considera tanto a demanda quanto a oferta, possibilitando a comparação do desempenho econômico entre países.
Além disso, o crescimento ou queda do PIB é influenciado pelo consumo da população, investimentos das empresas, gastos do governo e exportações. É importante ressaltar que ele não indica a distribuição de riquezas na população, podendo ocorrer concentração e desigualdade em países com o indicador elevado.
Aqui estão as 20 maiores economias do mundo em 2023, segundo projeção do FMI:
1 – Estados Unidos – US$ 26,95 trilhões
2 – China – US$ 17,7 trilhões
3 – Alemanha – US$ 4,43 trilhões
4 – Japão – US$ 4,23 trilhões
5 – Índia – US$ 3,73 trilhões
6 – Reino Unido – US$ 3,33 trilhões
7 – França – US$ 3,05 trilhões
8 – Itália – US$ 2,19 trilhões
9 – Brasil – US$ 2,13 trilhões
10 – Canadá – US$ 2,12 trilhões
11 – Rússia – US$1,86 trilhão
12 – México – US$1,81 trilhão
13 – Coreia do Sul – US$1,71 trilhão
14 – Austrália – US$1,69 trilhão
15 – Espanha – US$1,58 trilhão
16 – Indonésia – US$1,42 trilhão
17 – Turquia – US$1,15 trilhão
18 – Holanda – US$1,09 trilhão
19 – Arábia Saudita – US$1,07 trilhão
20 – Suíça – US$ 905 bilhões
