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Sob Lula 3, agroindústria “ganhou pressão”, diz Alckmin sobre “melhor mês de abril em dez anos”

    Também foi o “melhor quadrimestre desde 2018” e os aumentos foram registrados nos setores de “alimentos e bebidas“, que “tiveram o maior crescimento de toda a série histórica“, de “13,2%“; na “de biocombustíveis“, que “subiu 27,4%“; “e na de produtos têxteis, 14,5%“, escreveu o vice-Presidente do Brasil – LEIA O RELATÓRIO COMPLETO

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    O vice-presidente da República Federativa do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), mostrou, neste sábado (22/6), que a agroindústria sob a terceira gestão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “ganhou pressão“.

    O portal Gov define a agroindústria como “o ambiente físico equipado e preparado onde um conjunto de atividades relacionadas à transformação de matérias-primas agropecuárias provenientes da agricultura, pecuária, aquicultura ou silvicultura são realizadas de forma sistemática“.

    Como mostra o FGVAgro, a agroindústria brasileira teve o melhor mês de abril em dez anos e o melhor quadrimestre desde 2018“, informou Alckmin, em sua contra na plataforma social de microblogging X.

    Segundo Alckmin, o “aumento geral” foi registrado nos setores de “alimentos e bebidas“, que tiveram o maior crescimento de toda a série histórica“, com “13,2%“; “de biocombustíveis“, que “subiu 27,4%“; “e a de produtos têxteis, 14,5%“.

    O RELATÓRIO

    Os dados da Produção Física estão no Painel Agro, da FGV Agro do mês Abril/2024 para o Índice de Produção Agroindustrial PIMAgro. A análise do Desempenho mostra que no quarto mês do ano de 2024, “a produção agroindustrial registrou uma expansão de 12,1% frente ao mesmo mês de 2023, correspondendo ao maior crescimento para abril desde 2013“.

    Ao contrário do que ocorreu em março, o número de dias úteis de abril foi maior em 2024 do que em 2023 – isso, certamente, contribuiu para o resultado positivo do mês“, diz a matéria. “Em comparação a março/2024, a Agroindústria também apresentou expansão, de 0,8%, já considerando os ajustes sazonais“.

    Com isso, em 2024 (até abril), a produção agroindustrial acumula uma alta de 4,1% frente ao mesmo período de 2023. É o melhor primeiro quadrimestre para a Agroindústria desde 2018“, acrescenta o relatório.

    Leia a sequência do relatório da FGV Agro:


    Crescimento quase que generalizado entre os setores da Agroindústria na relação interanual

    Na comparação interanual (abril/2024 frente abril/2023), a expansão da Agroindústria foi derivada tanto do crescimento do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas quanto de Produtos Não-Alimentícios, já que ambos apresentaram taxas de expansão bem significativas (respectivamente, 13,2% e 10,7%).

    Vale ressaltar que, dentro desses segmentos, houve expansão quase que generalizada, sendo que a única exceção foi o setor de Insumos Agropecuários, que contraiu 0,9%, no mesmo período.


    Crescimento quase que generalizado entre os setores da Agroindústria na relação interanual



    Produtos Alimentícios e Bebidas: maior crescimento para o mês da série histórica

    Em abril/2024, o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas registrou uma alta de 13,2%, correspondendo ao maior crescimento para o mês de toda a série histórica (iniciada em 2003).
    Dentro desse segmento, houve expansão generalizada:


    Alimentos de Origem Animal (20,2%): registrou o maior crescimento, para o mês, da série histórica. O bom desempenho foi puxado, notadamente, pelo aumento da produção de carne bovina, suína e de frango, porém, laticínios e pescados também contribuíram positivamente para a alta.


    Alimentos de Origem Vegetal (11,6%): a expansão foi derivada do aumento de produção de produtos do refino de açúcar, conservas e sucos, café, arroz e trigo. Bebidas (6,6%): alta puxada por Bebidas Alcoólicas (4,2%) e, sobretudo, por Bebidas Não-Alcoólicas (9,2%). Vale destacar, contudo, que parte da alta desse setor deve-se à base estreita de comparação, uma vez que, em abril/2023, houve uma queda de 7,9%.


    Produtos Alimentícios e Bebidas: maior crescimento para o mês da série histórica


    Produtos Não-Alimentícios: expansão intensa em 4 dos 5 setores

    A produção do segmento de Produtos Não-Alimentícios aumentou, em abril/2024, 10,7%, representando o maior crescimento interanual desde junho/2021. Dentro do segmento houve expansão quase que generalizada, sendo que a única exceção foi o setor de Insumos Agropecuários, que contraiu 0,9% no mês.

    O setor de Insumos Agropecuários vem sendo impactado pelos atrasos na safra de verão, pelas maiores incertezas em relação à segunda safra de milho e, além disso, pela a compressão da margem de lucro do produtor (por conta da super safra de 2023, os preços dos produtos primários, de modo geral, caíram).

    Produtos Não-Alimentícios: expansão intensa em 4 dos 5 setores

    Os principais destaques positivos, por conta do peso dentro do segmento e da intensidade do crescimento, foram: Biocombustíveis (27,4%): a alta foi derivada do aumento da moagem da cana-de-açúcar e da qualidade dessa matéria-prima. Isso vem favorecendo tanto a produção de produtos do refino de açúcar (que faz parte do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas) quanto de etanol.

    Produtos Têxteis (14,5%): o setor registrou o segundo melhor mês de abril da série histórica, iniciada em 2003. O setor vem tentando se recuperar de um período longo de taxas de crescimento negativas causadas, notadamente, por alta de custos e pela forte concorrência de plataformas chinesas on-line. Produtos Florestais (5,9%): alta puxada pelo crescimento da produção de papel
    e celulose.


    Esse setor, importante na pauta de exportação do agronegócio brasileiro, registrou forte aumento no volume embarcado, no período (respectivamente, 25,0% e 10,4%, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária).


    Produtos Não-Alimentícios: expansão intensa em 4 dos 5 setores


    No ano, a produção da Agroindústria acumula uma alta de 4,1%

    A produção agroindustrial registrou um bom desempenho nos primeiros meses de 2024. Ou seja, até abril, o setor acumulou uma alta de 4,1% frente ao mesmo período de 2023. Esse crescimento é ligeiramente maior do que o apresentado pela Indústria de Transformação, que foi de 3,6%.

    A alta da Agroindústria, nesse início de 2024, vem sendo derivada tanto do segmento de Produtos Não-Alimentícios (1,3%) como, principalmente, do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas (6,1%).

    No ano, a produção da Agroindústria acumula uma alta de 4,1%

    Desde 2023, o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas vem apresentando um desempenho positivo, o que continuou ao longo de 2024. Dentro desse segmento, a alta é generalizada.

    Já o segmento de Produtos Não-Alimentícios operou com dificuldades em 2023, fechando o ano com contração (de -2,1%). Contudo, esse início de ano vem sendo mais favorável ao segmento, de tal forma que o único setor que não está operando em campo positivo é o de Insumos Agropecuários.

    Na divulgação do próximo mês, serão divulgados os dados da Agroindústria considerando os primeiros impactos da tragédia climática no Rio Grande do Sul. Diante disso, será possível entender quanto do crescimento acumulado nos primeiros meses de 2024 terá sido perdido com a crise, dado que o estado gaúcho está entre os cinco mais relevantes para a Agroindústria brasileira.


    No ano, a produção da Agroindústria acumula uma alta de 4,1%


    Após a publicação na rede social X, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que “fortalecer a nossa agroindústria é compromisso do Presidente Lula, pois significa agregar valor aos nossos produtos, gerando emprego e renda, e reduzir a insegurança alimentar“.

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