Snowden, que revelou espionagem dos EUA contra Dilma antes do golpe 2016, declara apoio a LULA

O mundo inteiro acompanha as eleições brasileiras. Resultados não oficiais apontam que LULA é o grande vitorioso em vários países do planeta

O ex-prestador de serviços da NSA (National Security Agency [Agência de Segurança Nacional]), nos Estados Unidos, Edward Snowden, declarou, neste domingo (2/10), apoio a LULA em sua busca pela vitória nas eleições de hoje. Ele escreveu, em seu perfil no microblog Twitter, o nome do ex-presidente.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

Snowden ficou famoso em 2013 por revelar que seu país monitorou atividades da ex-presidente Dilma Rousseff, além de outros líderes de nações, como a ex-chanceler alemã Angela Merkel. O material obtido por ele, durante passagem pela agência responsável pela Inteligência de sinais, interceptação e criptoanálise, apontaram que os EUA interceptaram o e-mail e telefonemas da ex-presidente brasileira.

O caso ocorreu na sequência das confirmações de que o Brasil passara a ter uma das maiores reservas petrolíferas do planeta, após a descoberda do pré-sal, anunciada no ano de 2006 pela Petrobras. Em 2007, a estatal confirmou a existência do combustível fóssil abaixo das rochas carbonáticas de uma grande camada de sal.

Após a revelação do ex-NSA, Dilma sofreu impeachment e o Partido dos Trabalhadores passou a ser perseguido. O substituto que assumiu a cadeira da presidente golpeada, Michel Temer, assinou MP entregando R$ 1 trilhão para petrolíferas estrangeiras. Com a asfixia da soberania nacional, LULA anunciou que se candidataria em 2018 para recuperar o país, que estava sendo sucateado.

Na história conhecida recente, o ex-presidente foi acusado de corrupção na Petrobras, sem que nunca tenha se descoberto uma prova, mas o ex-juiz federal Sergio Moro atribuiu a ele um triplex, também sem prova, que teria lhe sido ofertado como propina. Então Lula foi condenado e preso, perdendo seus direitos políticos e tendo sido impedido de disputar a eleição com Bolsonaro, que venceu a disputa presidencial.

Depois de 580 dias preso sob intensa vigilância de apoiadores brasileiros e internacionais, LULA entrou com vários recursos para provar sua inocência, que talvez jamais fosse admitida pela Justiça, até o surgimento de um hacker que invadiu as conversas no aplicativo Telegram de Moro e procuradores do MPF que atuaram em Curitiba, evidenciando todo o processo persecutório contra o ex-presidente.

O ex-juiz se tornou ministro da Justiça do governo Bolsonaro assim que ele assumiu o cargo em 2019. Na sequência, Moro não conseguiu se manter ao lado do presidente e deixou a pasta. Mais tarde, o STF passa a avaliar as mensagens hackeadas e conclui que o ex-ministro foi parcial enquanto esteve à frente da operação Lava Jato, no Paraná. Moro foi também declarado suspeito para julgar LULA. Meses depois, o ex-presidente conseguiu a anulação de todos os seus processos na Justiça e anunciou que concorreria à Presidência em 2022.

LULA é hoje o líder absoluto de todas as pesquisas de intenções de voto, podendo sair vencedor após a apuração das urnas neste domingo (2/10). Em outros países, resultados não oficiais das eleições começaram a ser divulgados através de boletins de urnas e LULA venceu nos seguintes países: 

China, Austrália, Coréia do Sul, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia, Estônia,  Ramala (Territórios Palestinos), Hungria, Finlândia, Polônia, República Checa, Quênia, Dinamarca, Luxemburgo, Esvoláquia, Croácia, Rússia, Arábia Saudita, Noruega, Suécia e Egito. 

Na Rússia, onde o embargo impediu a chegada das urnas eletrônicas, os brasileiros votaram no papel. E deu Lula, informou o jornalista Jamil Chade no Twitter.

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