Lindbergh Farias afirmou que a pauta dos #JurosBaixosJá é “urgente” e necessária “para destravar a economia do país e gerar emprego e renda“. O parlamentar afirmou ainda: “Vamos derrubar a Selic de 13,75%!“
Manifestantes representando sindicatos protestaram contra a atuação do BC (Banco Central) e cobraram o corte da Selic (taxa básica de juros), nesta terça-feira (14/2), em frente a sedes da autoridade monetária, localizadas em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo.
Os atos foram convocados por sindicatos de bancários em meio à sequência de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao patamar dos juros no país. Na visão das entidades, a queda da Selic é necessária para estimular a atividade econômica e a geração de empregos.
Manifestantes também pedem a saída do presidente do BC, Roberto Campos Neto. Parte das imagens de divulgação dos atos desta terça, compartilhadas nas redes sociais, carrega os dizeres “Fora Campos Neto“.
O deputado federal Lindbergh Farias também participou das manifestações em Brasília, onde afirmou, em uma mensagem postada no Twitter, sobre o ato nominado com a hashtag #JurosBaixosJá, que a “pauta urgente” é necessária “para destravar a economia do país e gerar emprego e renda“. O parlamentar afirmou ainda: “Vamos derrubar a Selic de 13,75%!” Assista abaixo e leia mais a seguir:
Originally tweeted by Lindbergh Farias (@lindberghfarias) on 14/02/2023.
Com o temor de que os juros altos comprometam o crescimento da economia, Lula tem disparado críticas ao BC e defendido a mudança da meta de inflação do país. A justificativa oficial é de que isso abriria espaço para antecipar o início do corte da taxa básica, incentivando a atividade econômica, como mostra a Folha de S. Paulo.
Na semana passada, Lula chamou de “vergonha” o patamar da Selic. O discurso do presidente, contudo, vem pressionando as expectativas de inflação e a curva de juros, o que causa um efeito reverso ao pretendido. Nesta terça, Campos Neto disse que é preciso ter “um pouco mais de boa vontade com o governo” e elogiou sua política econômica.
A declaração ocorreu um dia após a participação dele no programa Roda Viva, da TV Cultura, onde Campos Neto defendeu a atuação do BC e criticou uma eventual mudança da meta de inflação, mas afirmou que fará tudo ao seu alcance para aproximar a autoridade monetária do governo.
Nos últimos dias, o economista entrou na mira de governistas que exploram sua proximidade com políticos bolsonaristas em uma tentativa de ampliar seu desgaste. Mas ex-colegas de Esplanada e ex-dirigentes do BC minimizam os momentos em que Campos Neto demonstrou maior proximidade com o governo Jair Bolsonaro (PL) e dizem que sua atuação tem sido estritamente técnica à frente da instituição.
A elevação da Selic é o instrumento do BC para tentar esfriar a demanda por bens e serviços e, assim, conter os preços, além de ancorar as expectativas de inflação. O efeito colateral esperado é a perda de fôlego da atividade econômica, porque o custo do crédito fica mais alto para empresas e consumidores.
