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Investigação de Malafaia alcança líderes religiosos aliados de Trump

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    O pastor
    O pastor Silas Malafaia durante ato pró-anistia em favor de Bolsonaro, em Copacabana (RJ), em abril | Imagem reprodução redes sociais


    Entorno do pastor avalia que informação chegará ao presidente dos Estados Unidos, que poderia se envolver também na defesa do bolsonarista



    Brasília, 19 de agosto de 2025

    O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, está sob investigação da Polícia Federal (PF) no Brasil, incluído no mesmo inquérito que apura ações do ex-presidente Jair Bolsonaro, do deputado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.

    O caso, aberto em maio de 2025, investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A investigação está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que aponta que as ações visavam interferir no processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.

    De acordo com o jornal O Globo, Malafaia foi informado de que lideranças religiosas próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomaram conhecimento de sua inclusão no inquérito.

    Uma dessas lideranças seria o reverendo Samuel Rodriguez, pastor evangélico latino que conduziu a oração na posse de Trump em 2017 e mantém acesso ao presidente em 2025.

    A avaliação do entorno de Malafaia é que a notícia pode chegar a Trump, que poderia se envolver na defesa do pastor brasileiro, embora não haja confirmação oficial de tal intervenção.

    Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde fevereiro deste ano, também estaria articulando para que as informações cheguem ao governo norte-americano, segundo o mesmo veículo.

    Malafaia nega as acusações e afirma não ter sido notificado oficialmente pela PF, tendo tomado conhecimento do caso pela imprensa.

    Em vídeo publicado no X, ele declarou: “Eu só sei disso pela Globo News. Eu não recebo notificação nenhuma. Que país é esse, onde a Polícia Federal vaza alguma acusação contra alguém pra Globo e depois você vai ficar sabendo?

    O pastor também acusou a PF de atuar a serviço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alexandre de Moraes, chamando a investigação de “perseguição” motivada por suas críticas ao ministro do STF.

    A investigação ganhou destaque após Malafaia organizar um ato em apoio a Jair Bolsonaro em 3 de agosto, em que o ex-presidente apareceu em vídeo, descumprindo medidas cautelares impostas pelo STF, o que resultou em sua prisão domiciliar no dia seguinte.

    A PF também apura a origem de recursos que financiaram eventos pró-Bolsonaro, como o ato na Avenida Paulista em fevereiro de 2024, onde Malafaia foi acusado de radicalizar o tom contra instituições democráticas.

    A investigação da PF não se limita a ações no Brasil, mas também examina tentativas de buscar sanções internacionais contra o país, especialmente contra membros do STF.

    O governo de Trump já aplicou medidas contra o Brasil, como a revogação de vistos de autoridades ligadas ao programa Mais Médicos e a imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, o que intensifica as tensões diplomáticas.

    Não há, contudo, evidências concretas de que Trump planeje intervir diretamente no caso de Malafaia, e as especulações sobre seu envolvimento permanecem inconclusivas.

    Malafaia continua a usar suas redes sociais para criticar Moraes, afirmando em 14 de agosto que o ministro deveria sofrer “impeachment, ser julgado e preso”.

    Ele também negou ter contatos com autoridades americanas, destacando que não fala inglês e não conhece figuras do governo Trump.

    Contexto Internacional

    A possível conexão com Trump reflete um cenário de polarização política no Brasil, onde aliados de Bolsonaro buscam apoio externo para pressionar instituições brasileiras.

    Apoiadores de Bolsonaro veem as ações de Moraes como uma escalada autoritária, enquanto críticos apontam que as sanções de Trump são uma interferência indevida em assuntos internos do Brasil.

    A possibilidade de envolvimento de Donald Trump na defesa do pastor adiciona uma camada de complexidade internacional ao caso, mas carece de confirmação oficial.

    Malafaia segue negando as acusações e desafiando a legitimidade da investigação e o desenrolar do inquérito pode impactar tanto a política brasileira quanto as relações bilaterais com os EUA.



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    2 comentários em “Investigação de Malafaia alcança líderes religiosos aliados de Trump”

    1. Isso de criminosos clamarem por Trump não dará certo muito tempo, Uma hora Trump vai ter que se explicar porque sai sempre em defesa dos criminosos e contra a justiça brasileira.

    Os comentários estão fechados.

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