
Cápsula da nave espacial Shenzhou-19 pousa em Dongfeng, região autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, com a Agência Espacial Manned China (CMSA) declarando a missão um sucesso
Cápsula de retorno pousa em segurança na Mongólia Interior, marcando avanço na exploração espacial da China – SAIBA MAIS
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Brasília, 04 de maio de 2025
A cápsula de retorno da nave espacial Shenzhou-19 pousou com sucesso na quarta-feira (30/abr), em Dongfeng, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China, às 13:08 (horário de Pequim – 2h de Brasília).
A Mongólia Interior, oficialmente Região Autônoma da Mongólia Interior, é uma região autônoma da China, localizada no norte do país.
É um vasto território que se estende por cerca de 2.400 km, formando um grande arco na China.
A região faz fronteira com a Mongólia e a Rússia ao norte, e com várias províncias chinesas ao leste, sul e oeste. A capital da Mongólia Interior é Hohhot.
A missão, que durou seis meses a bordo da estação espacial Tiangong, foi declarada um sucesso pela Agência Espacial Manned China (CMSA).
Os astronautas Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze, que compuseram a tripulação, foram confirmados em boas condições de saúde por equipes médicas no local.
A missão marcou um marco significativo, com a realização de 86 experimentos científicos em áreas como ciências da vida espacial, física de microgravidade e novas tecnologias, conforme detalhado pela CMSA.
Durante a missão, a tripulação da Shenzhou-19 realizou três atividades extraveiculares (EVAs), estabelecendo um recorde mundial com uma caminhada espacial de nove horas em 17 de dezembro de 2024, superando o recorde anterior da Shenzhou-18.
O comandante Cai Xuzhe, que agora acumula cerca de 365 dias no espaço em duas missões, completou cinco EVAs, um recorde nacional, segundo a CGTN – canal de notícias internacional em inglês da China, pertencente ao grupo estatal China Global Television Network, que faz parte do China Media Group, com sede em Pequim e sob o controle do Departamento de Publicidade do Partido Comunista da China.
A missão também enfrentou desafios climáticos, com o pouso inicialmente planejado para terça-feira (29/abr), sendo adiado devido a ventos fortes na área de Dongfeng, garantindo a segurança do retorno.
Enquanto a Shenzhou-19 concluía sua jornada, a China lançou a missão Shenzhou-20 na semana anterior, enviando uma nova tripulação à Tiangong, reforçando sua estratégia de rotação contínua de astronautas.
A preparação meticulosa do local de pouso Dongfeng, com simulações de resgate e abertura da cápsula, assegurou uma operação eficiente, conforme relatado pela agência chinesa de notícias Xinhua.
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Este sucesso consolida a posição da China como uma potência espacial, com planos ambiciosos, incluindo a exploração lunar até 2030, destacando seu compromisso com a inovação científica e tecnológica no espaço.












