Paulo Roberto Braga, 68, foi levado morto para agência na terça (16/4), pela sobrinha Érika de Souza Vieira Nunes, para tenta liberar um empréstimo de R$ 17 mil. Ela está presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver
Nesta semana, um vídeo feito por funcionários de um banco viralizou nas redes sociais mostrando que o corpo de um idoso foi levado pela sobrinha até a agência da instituição financeira, para uma tentativa de saque de um empréstimo de R$ 17 mil que estava previamente liberado pela agência bancária.
Após 4 dias da morte de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, ele será enterrado neste sábado (20/4), no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Sua sobrinha, Érika de Souza Vieira Nunes, que o levou à agência e reclamou porque ele não assinava o documento de liberação do dinheiro, está presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver.
A defesa dela alega que o idoso chegou vivo ao banco, mas a polícia afirma que ele já estava morto. Segundo informou o ‘g1‘, imagens de câmeras de segurança de um shopping perto do banco e da entrada da agência mostram o idoso aparentemente já desacordado. Um motorista de aplicativo e um mototaxista dizem que o idoso estava vivo ao entrar no carro que os conduziu para o local.
O laudo do IML informou que o idoso morreu entre 11h30 e 14h30 e, por isso, não é possível precisar se foi antes ou depois de chegar ao guichê. A causa da morte foi por broncoaspiração de conteúdo estomacal e falência cardíaca. O médico do Samu que atendeu seu Paulo no banco relatou que havia livores cadavéricos na parte de trás da cabeça do idoso, que geralmente aparecem duas horas após a morte
De acordo com a Polícia Civil, a presença dos livores cadavéricos encontrados no corpo mostram que Paulo Roberto tinha mancha de sangue na nuca, indicando que o idoso não morreu sentado. Livores são acúmulos de sangue decorrentes da interrupção da circulação que, neste caso, acumularam na nuca. Isso indica que o idoso deve ter morrido deitado. O caso segue sob apuração.
A polícia investiga se Érika tentou empréstimo em outros três bancos diferentes. Na quinta-feira (18/4), a advogada que a representa entrou com um pedido de habeas corpus, na 2ª Vara Criminal de Bangu, para que ela responda em liberdade durante as investigações. A defesa alega que a sobrinha do Seu Paulo tem uma filha de 14 anos que depende de cuidados especiais.
“A ora acusada é pessoa íntegra, idônea de bons antecedentes, não pretende se furtar à aplicação da lei penal, nem atrapalhar as investigações, já que possui residência fixa”, diz um trecho do documento.
Os advogados da mulher sustentam que “a prisão preventiva não é justa” porque Érika “sempre se pautou na honestidade e no trabalho”. No pedido de habeas corpus, a defesa destacou ainda que “não existem mais fundamentos para a manutenção da prisão” da dona de casa, “uma vez que os indícios se baseiam apenas em um clamor público de que Érika havia levado um cadáver até o banco para tentar aplicar um golpe do empréstimo, o que não é verdade”.
Paulo Roberto estava vivo durante internação por pneumonia na UPA de Bangu. Na última segunda-feira (15/4), ele recebeu alta da unidade.
