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Sergio Moro depõe no TRE-PR em processo que pode levar à cassação de seu mandato no Senado Federal

    O ex-juiz, ex-ministro da Justiça, senador Sergio Moro – Foto Lula Marques

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    Oitiva está marcada para esta quinta-feira, às 13h

    O ex-juiz da Lava-Jato e atual senador Sergio Moro (União-PR) deve prestar esclarecimentos presencialmente no TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), nesta quinta-feira, às 13h, no processo que pode levar a cassação de seu mandato no Senado Federal.

    Ele responde por abuso de poder econômico e político no âmbito de uma ação movida pelo PL e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que, nos autos do processo, alegam que Moro tentou driblar a legislação eleitoral, lembra ‘O Globo‘.

    Ao desistir de concorrer ao Palácio do Planalto, ele teria excedido o gasto limite de campanha e na migração partidária do Podemos para o União Brasil. Isto teria facilitado sua vitória como senador.

    Calcula-se que Moro teria gasto R$ 6,7 milhões entre a pré-campanha à Presidência e a campanha ao Senado. O limite permitido por lei é de R$ 4, 4 milhões.

    Além de Moro, o seu primeiro suplente no Senado, Luis Felipe Cunha, também deve prestar esclarecimento ao desembargador Luis Carrasco.

    A defesa do ex-juiz indicou oito testemunhas para defendê-lo no processo. Até o momento, apenas uma de fato compareceu à audiência: o diretor de Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

    Companheiro de trabalho na Lava-Jato, o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) havia sido inicialmente arrolado no processo, mas não esteve em sua oitiva, que estava marcada para a última quinta-feira (30/11).

    Articuladores dos dois políticos alegam que a defesa de Moro solicitou a ausência de Dallagnol, que iria depor sobre o contexto político de trabalho no Podemos.

    A mudança de estratégia dos advogados ocorre no intuito de calçar os depoimentos em torno de uma narrativa de que o PL entrou com a ação para cassar o mandato de Moro porque o seu candidato, Paulo Martins, terminou derrotado.

    Caso o senador seja condenado, o processo ainda seria julgado em segunda instância pela Corte local e, posteriormente, iria ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, em permanecendo a condenação, Moro perderia sua cadeira no Congresso Nacional.

    Nos bastidores, a vaga do ex-juiz já é disputada em uma espécie de campanha pré-eleitoral. Isto porque, caso ocorra a cassação, um novo pleito seria disputado. Como antecipou a colunista Bela Megale, o PL articula o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Já no PT, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, desponta como nome. Em junho deste ano, em postagem no Instagram, Janja chegou a se referir à aliada enquanto “futura senadora”.

    E o dia começou com uma excelente conversa com essas duas mulheres maravilhosas!! Ministra Anielle Franco e a futura Senadora Gleisi“, escreveu à época.

    Moro não recebeu bem a provocação e afirmou que a mulher de Lula (PT) faltou com respeito com ele e “1,9 milhão de eleitores paranaenses“.

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