“…em busca de oportunidades no Brasil, vira ambulante e vai vender mercadorias, mas a polícia aparece, tenta apreender suas coisas, ele reage, tenta defendê-las e a PM, ao invés de prendê-lo, atira para matá-lo“, escreveu o deputado, indignado – SAIBA MAIS
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Brasília, 11 de abril de 2025
Um imigrante senegalês, identificado como Ngange Mbaye, de 36 anos, foi morto nesta sexta-feira (11/abr) por policiais militares no bairro do Brás, em São Paulo, durante uma operação de fiscalização de mercadorias.
Mbaye reagiu à tentativa de apreensão de seus produtos, pegando uma barra de ferro para se defender, o que levou um PM a disparar.
Testemunhas relatam que o ambulante temia perder seu sustento, enquanto a polícia alega que ele representava ameaça.
O caso gerou revolta entre comerciantes e imigrantes na região, com protestos contra a ação policial, cuja operação visava coibir o comércio irregular, prática comum no Brás.
Mas a resposta desproporcional da PM foi criticada. O amigo de Mbaye afirmou que o senegalês já havia sofrido apreensões anteriores, vivendo sob constante pressão.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso será investigado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios, mas não divulgou o nome do policial envolvido.
Imagens do confronto circulam nas redes, intensificando o debate sobre o uso de força letal.
O deputado federal Ivan Vanelte (PSOL-SP) postou um comentário ácido sobre a corporação: “…em busca de oportunidades no Brasil, vira ambulante e vai vender mercadorias, mas a polícia aparece, tenta apreender suas coisas, ele reage, tenta defendê-las e a PM, ao invés de prendê-lo, atira para matá-lo“, escreveu o parlamentar:
A PM DE TARCÍSIO MATA! Um imigrante senegalês em busca de oportunidades no Brasil. Vira ambulante e vai vender mercadorias no Brás. A polícia aparece, tenta apreender suas coisas, ele reage, tenta defendê-las e a PM, ao invés de prendê-lo, atira para MATÁ-LO! Essa é a polícia…
— Ivan Valente (@IvanValente) April 11, 2025
A vereadora Luana Alves fez comentários adicionais e postou imagens de gritos de revolta de outros ambulantes do Brás.
A Polícia Militar de São Paulo acaba de M4T4R um ambulante senegalês, à luz do dia, no Brás. Queremos JUSTIÇA para Ngange Mbaye! FIM DA OPERAÇÃO DELEGADA, JÁ! pic.twitter.com/N9NNBS5NHN
— Luana Alves (@luanapsol) April 11, 2025
A PM do Tarcísio M4T0U um ambulante senegalês, à luz do dia, no Brás e está TOCANDO O TERROR contra os trabalhadores da região, que estão indignados! pic.twitter.com/IPhJCmSLBY
— Luana Alves (@luanapsol) April 11, 2025
@g1 @JornalOGlobo @GloboNews @choquei @GuilhermeBoulos @CNNBrasil a Polícia de São Paulo na região de centro comércio do Brás acabou de matar um imigrantes Senegalês vendedor ambulante. pic.twitter.com/lDUYY6NQqI
— ✝️ 查爾斯·甘迪 ✝️ (@fuck_poverty1) April 11, 2025
Acabei d passar no Brás, lotado d tropa d choque, escudos, cavalaria e ambulantes protestando. pic.twitter.com/9WsQ2ZJ4Ih
— Porteiro de Zamunda (@PZamundah) April 11, 2025
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
A morte de Mbaye reacende discussões sobre violência policial e xenofobia no Brasil.
Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, cobram transparência e o uso de câmeras corporais pelos policiais, medida ainda não plenamente implementada em São Paulo.
A comunidade senegalesa no Brás planeja homenagens à vítima, pedindo políticas que protejam imigrantes em situação de vulnerabilidade.
O caso expõe tensões entre segurança pública, direitos humanos e a sobrevivência de trabalhadores informais em grandes centros urbanos. A sociedade civil organiza atos para os próximos dias, cobrando respostas e mudanças estruturais na atuação policial.












