Fux e Cármen Lúcia ouviram de congressistas que mesmo não havendo golpe o presidente pode causar instabilidade no país
Em um jantar na casa da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, que contou também com a presença do presidente da Corte, Luiz Fux, senadores estavam preocupados com a possibilidade de caos e quebra-quebra que o presidente Jair Bolsonaro pode promover após constatação de sua eventual e provável derrota nas urnas, em outubro.
Os congressistas aconselharam os magistrados a manterem diálogos com representantes dos militares, diante da crença que estes não embarcariam na aventura de um golpe, e “todos firmaram o compromisso de que a conversa seria mantida em sigilo“, diz a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
Mas sua matéria mostra o descuprimento do que foi acordado no encontro em que a fonte da jornalista pode ser tanto os dois magistrados quanto os oito senadores, que eram Eduardo Braga (MDB-AM), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Kátia Abreu (Progressistas-GO), Marcelo Castro (MDB-PI), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Os congressistas creem que Bolsonaro pode não reconhecer o resultado das eleições, caso seja derrotado, devido aos evidentes sinais vistos nos seguidos ataques ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), promovendo “arruaças” no país, sob vistas grossas das polícias militares, que neste caso poderia ser evitado com uma posição firme do Exército.
A coluna de Bergamo relatou que Fux perguntou aos senadores qual deles conversava com Bolsonaro para saber sua opinião e Fernando Bezerra Coelho, que já foi líder do governo no Senado, disse que ninguém deveria subestimar a capacidade do presidente de criar instabilidade no país.
