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Senador Marcos do Val obstruiu inquérito e corrompeu menor para atacar delegado, diz Polícia Federal

    Envolvido em inquérito sobre tentativa de golpe de Estado, o parlamentar teve contas bloqueadas por descumprir medidas impostas por Moraes e se declarou vítima de censura – Após, segundo ele, receber ameaças de morte, se refugiou no Senado

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    O senador Marcos do Val (Podemos-ES) é acusado de usar sua imunidade parlamentar para incitar uma adolescente a participar de uma campanha de intimidação contra delegados federais investigando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

    A Polícia Federal investiga obstrução de investigação de organização criminosa e corrupção de menor, enquanto o senador é alvo do inquérito que levou Moraes a suspender o X no Brasil, bloqueando perfis do parlamentar e outros.

    Detalhes informados pela jornalista Letícia Casado, do UOL, revelam o acesso irregular a dados pessoais, culminando em ameaças e coação. Moraes multou a plataforma por desobedecer decisões judiciais, e o crime de corrupção de menores é mencionado no relatório dos investigadores.

    As ações de Do Val começaram a partir de 7 de junho, quando ele afirmou ter encontrado o ‘blogueiro das fake news’, Allan dos Santos, e possuía uma lista de policiais federais relacionados a ordens ilegais nos casos de Moraes, ameaçando esses agentes.

    Ele mencionou que coletou nomes dos policiais envolvidos em ilegalidades e que todos responderiam por seus atos, já que haviam provas suficientes de crimes contra os direitos humanos. Além disso, em julho, a Polícia Federal enviou ao Supremo um relatório final do inquérito sobre desvio de dinheiro das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A associação ao nazismo feita pelo senador contra o delegado Schor é semelhante à linguagem utilizada em emails anônimos enviados à delegada Denisse Ribeiro, que também atuou em inquéritos de Moraes. Ela foi comparada ao nazista Adolf Eichmann, condenado e executado. Foi também apelidada de Gestapo e recebeu imagens de símbolos usados por Adolf Hitler.

    Segundo a PF, um grupo está usando as mesmas táticas das milícias digitais, mas agora focando em policiais federais, visando intimidação e embaraço em investigações no STF. O conteúdo é disseminado intensamente pelo WhatsApp, não com a intenção de espalhar notícias falsas, mas para minar a confiança no Sistema de Justiça Criminal.

    As investigações indicam que Marcos do Val se juntou a essa campanha logo após a liberação de suas contas nas redes sociais.

    Marcos do Val, envolvido em um inquérito sobre tentativa de golpe de Estado, teve suas contas bloqueadas devido a descumprimento de medidas impostas por Moraes, que liberou suas redes sob a condição de não divulgar informações fraudulentas.

    Ele se declarou vítima de censura e, após, segundo ele, receber ameaças de morte, se refugiou no Senado.

    Em um pronunciamento, Do Val negou acusações de divulgação de dados pessoais de um delegado da PF e pediu retratação formal, argumentando que as acusações são infundadas. A defesa negou que ele tenha ameaçado policiais e afirmou que suas postagens visavam criticar ações de servidores públicos, ressaltando sua inocência e direitos constitucionais.

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