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Senador Jaques Wagner detona homólogos: “Manipulação de fatos pra tentar desgastar e fazer palanque contra Lula (vídeo)

    Senador Jaques Wagner detona homólogos: “Manipulação de fatos pra tentar desgastar e fazer palanque contra Lula (vídeo)


    Senador JAQUES WAGNER 15.5.2025 | Foto de Alessandro Dantas/Agência Senado


    ASSISTA À ÍNTEGRA e ENTENDA o que aconteceu no dia em que o petista apontou responsabilizou empresas criadas para fraudar aposentados – JAQUES WAGNER destacou a ação do Governo Lula para desmantelar o esquema do escândalo bilionário no INSS – SAIBA MAIS

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    Brasília, 18 de maio de 2025

    O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, classificou como “crime hediondo” o esquema de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    Durante audiência na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado, realizada na quinta-feira (15/mai), com a presença do novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, Wagner defendeu a atuação do Governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na investigação e combate às fraudes, apontando que o esquema foi “preparado” antes de 2023 e envolveu “sindicatos de fachada” criados para enganar beneficiários.

    Contexto do Escândalo

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 23 de abril de 2025, revelou um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

    Segundo a PF, entidades associativas e sindicais, muitas sem estrutura para oferecer os serviços prometidos, como assistência jurídica e planos de saúde, descontavam mensalidades sem autorização dos beneficiários, frequentemente por meio de assinaturas falsificadas.

    A investigação estima que até 6 milhões de aposentados podem ter sido lesados, com valores descontados variando de R$ 39,74 em média por beneficiário entre 2023 e 2024.

    O escândalo culminou na demissão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na saída do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), em 2 de maio, após pressão política.

    A CGU identificou que 97% dos beneficiários entrevistados não autorizaram os descontos, e 70% das 29 entidades analisadas não apresentaram documentação completa para os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS.

    As Declarações de Jaques Wagner

    “Quero desconstruir um discurso que se tenta construir aqui, não apenas contra associações de aposentados, mas também contra sindicatos. Não vamos generalizar”, diz Wagner (assista ao vídeo no final).

    O senador mostrou uma “tela” em que “os senhores senadores e as senhoras senadoras” podiam “enxergar a linha azul; das associações históricas, como a Contag [Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], que tem mais de 60 anos de existência, onde a curva estoura”.

    Senhores, a curva estoura em sindicatos de fachada, empresas disfarçadas; de marginais que se constituíram para roubar, e não para prestar serviços“, disse Wagner.

    O senador destacou que essas entidades terceirizavam a captação de associados, eximindo-se de responsabilidade: “Um sindicato manda seus dirigentes atrás de uma dessas empresas, e seus advogados disseram: “Não podemos ser culpados, pois terceirizamos a prospecção e a contratação. Não temos nada a ver com aposentados.”

    Isso é uma rua de picaretas que entrou nesse golpe, e não vou acusar ninguém. Mas parece que foi algo preparado. Estourou em 2023 e 2024, mas foi preparado antes e só foi interrompido, como o ministro [Wolney Queiroz] já disse, por conta da nossa decisão“, disse Wagner.

    “Quero que fixem esse gráfico para saber quem é responsável pelo trambique. O trambique é dessas empresas disfarçadas de sindicatos que começaram a agir“, destacou Jaques Wagner.

    O petista também acusou o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), de facilitar as fraudes ao vetar dispositivos de proteção de dados na Lei 13.846/2019, oriunda da Medida Provisória (MP) 871/2019:

    Mas deixa eu fazer uma pergunta aos senhores: não existe veto do presidente da República? Por que três MPs foram publicadas, inclusive a última relatada por um membro do PL, e o senhor presidente da República anterior não vetou a matéria?”, disse Jaques Wagner.

    Sabe qual ele vetou? A que vinha na primeira MP, inserida pelo Congresso Nacional, que tratava da não manipulação dos dados dos aposentados. Essa ele vetou, e o PL, em vez de derrubar o veto, que era exatamente a proteção de dados, manteve-o“, afirmou Wagner.

    O senador petista defendeu a atuação do governo Lula, enfatizando: “Vamos jogar limpo aqui. Não tenho interesse em politizar para acusar o governo passado, mas também não venham acusar este governo. Isso aqui é uma manipulação dos fatos para tentar desgastar e fazer palanque contra o Presidente da República”.

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    Vou repetir: quem chamou a polícia ou deixou a polícia trabalhar livremente foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ajudou a estourar o escândalo, e vamos deixar isso claro na tela. Porque a tela mostra claramente o que é uma associação verdadeira“, disse Wagner.

    Histórico e Polêmica

    A CGU apontou que os descontos indevidos começaram a crescer em 2017, mas explodiram em 2022 (+31,7%) e 2023 (+84,1%), com R$ 4,1 bilhões dos R$ 6,3 bilhões desviados durante o governo Lula.

    Wagner atribuiu a escalada a “empresas disfarçadas de sindicatos que começaram em 2017,” mas reconheceu que o esquema “estourou em 23, 24, mas foi preparado antes.”

    A oposição, por sua vez, protocolou pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso, destacando a demora do governo Lula em agir, já que alertas sobre as fraudes foram feitos em 2023.

    Entre as entidades investigadas, estão a Contag, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) – cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, embora não seja alvo direto da PF – e outras como AAPB e Unaspub.

    A Contag, apesar de citada por Wagner como entidade histórica, está entre as 11 enquadradas pela PF, com indícios de 34 mil descontos irregulares em 2023.

    Medidas do Governo

    O governo Lula suspendeu todos os descontos associativos em abril de 2025 e anunciou um plano para ressarcir os valores indevidos, embora sem prazo definido.

    O ministro Wolney Queiroz, durante a audiência, reforçou o compromisso de punir os responsáveis e devolver os recursos, afirmando que “essas fraudes não começaram agora, mas terminaram nesse governo.”

    A PF também bloqueou R$ 2,56 bilhões em bens das entidades suspeitas, e o INSS orienta beneficiários a verificar extratos no aplicativo Meu INSS para identificar e cancelar descontos indevidos.

    Repercussão e Impacto Político

    A audiência no Senado foi marcada por tensões, com a oposição questionando a inação inicial do governo Lula e a proximidade de entidades como o Sindnapi com o PT.

    Wagner, no entanto, defendeu a importância dos sindicatos tradicionais: Sou favorável a ajudar a manter essas associações, porque a organização dos trabalhadores é fundamental. E tem gente aqui que reza na cartilha do liberalismo e, se pudesse, acabaria com todos os sindicatos. Então, não vamos misturar: aquilo ali é um trambiqueiro; os outros são os sindicatos de aposentados“, disse.

    O escândalo, que já derrubou Lupi e Stefanutto, continua a alimentar o embate político entre governo e oposição, com risco de desgaste para a imagem do governo Lula, especialmente entre aposentados e pensionistas, um eleitorado-chave.

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