O advogado-geral da União, Jorge Messias, segura cópia da Constituição Federal de 1988 durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Foto |29.4.2026| Foto: Wilton Junior / O Estado de S. Paulo
Brasília (DF) · 29 de abril de 2026
O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, impondo derrota inédita ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O fato marca a primeira rejeição de um indicado presidencial à Corte desde a redemocratização e expõe as fissuras institucionais que vêm se acumulando nos últimos meses.
O episódio não surge do nada. Ele revela um tensionamento real entre os Poderes, onde o Legislativo exerce sua prerrogativa constitucional de fiscalizar nomeações de alto impacto.
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, realizada nesta quarta-feira (29/abr), o indicado enfrentou questionamentos que misturavam mérito técnico e posicionamento político.
O resultado expõe as fissuras no relacionamento entre Executivo e Legislativo, ao mesmo tempo em que reafirma o papel constitucional do Senado como guardião do equilíbrio democrático.
Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. A resistência, contudo, veio tanto da oposição quanto de setores do centro, influenciados pelo descontentamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Segundo a CNN Brasil, o plenário rejeitou a indicação por 42 votos contrários a 34 favoráveis, arquivando o processo.
O placar confirma o que fontes da Valor Econômico já antecipavam: a falta de 41 votos favoráveis necessários para aprovação.
A Agência Senado registrou pronunciamento do senador Eduardo Girão (Novo-CE) na véspera, no qual ele argumentou que a atuação de Messias na Advocacia-Geral da União revelava “alinhamento com o governo federal” incompatível com a imparcialidade exigida da Corte.
O caso ganha relevância ao conectar-se à indicação feita em 19 de novembro de 2025. Desde então, Jorge Messias enfrentou questionamentos sobre suposta falta de independência e a oposição já admitia derrota, mas apostava no voto secreto para possíveis traições na base aliada.
A Folha de S.Paulo confirmou que Davi Alcolumbre pediu votos contrários a pelo menos dois senadores, reforçando a narrativa de que o processo extrapolou critérios técnicos.
Sob a ótica deste portal, o desfecho reforça a vitalidade do sistema de freios e contrapesos previsto na Constituição de 1988.
O g1 detalhou que, em caso de rejeição, cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviar nova indicação, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Detalhes sobre possível nova indicação devem surgir nas próximas horas
FAQ Rápido
O que acontece agora com a vaga no STF?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar outro nome, que passará por novo processo de sabatina e votação no Senado Federal.
A rejeição foi a primeira desde quando?
Desde 1894, quando o Senado barrou cinco indicações do então presidente Floriano Peixoto.
Por que a indicação de Jorge Messias gerou tanta resistência?
Senadores citaram alinhamento excessivo com o governo e preferência por Rodrigo Pacheco.
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