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    Senado celebrou nas redes redução de penas para crimes como sabotagem e espionagem – veja imagem

     

    Publicação oficial celebra punição mais leve para crimes contra a democracia; parlamentares da base de Lula já articulam ida ao STF para contestar novo texto

    Senado Federal comemora derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria

    Senado Federal em comemoração após derrubada do veto do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao PL da Dosimetria / Charge com modelo real remaster/upscaling

    Brasília (DF), 02 de maio de 2026

    Senado Federal utilizou suas plataformas oficiais para celebrar a aprovação de uma lei que resulta em punições “mais brandas” para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    A publicação, feita logo após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, explicita o que especialistas apontam como um processo de normalização de ataques institucionais.

    O texto, publicado na quinta-feira (30/abr) nas redes sociais da Casa, ostenta abertamente o tom de vitória: “menos tempo de prisão para crimes contra o Estado democrático” e classifica a nova regra como “mais branda”.

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    Postagem sobre a derrubada do veto que reduz o tempo de prisão para crimes contra o Estado Democrático, destacando penalidades mais leves e progressão mais rápida para réus.

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    A comunicação oficial do Legislativo ao comemorar o abrandamento das punições para crimes como “golpe ou abolição violenta do Estado democrático, preparação de golpe, financiamento antidemocrático” representa um abandono da neutralidade institucional e uma defesa política explícita dos efeitos da medida, conforme mostrou o ICL Notícias.

    A articulação que derrubou o veto

    A derrota do governo foi consolidada em uma votação que escancarou a força da oposição e do centrão. No Senado, foram 49 votos pela derrubada do veto e 24 contra. Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram para derrubar o veto presidencial, contra 144 que tentaram mantê-lo.

    A manobra que viabilizou a votação foi conduzida pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Para garantir a aprovação, Alcolumbrefatiou” o veto, retirando os trechos que poderiam beneficiar criminosos comuns e condenados por crimes hediondos, mantendo a essência do projeto que atende aos condenados pelos atos golpistas.

    A decisão, classificada pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) como “acochambramento regimental”, foi o estopim para uma ofensiva que também barrou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Impacto direto nos condenados do 8 de janeiro

    Na prática, o PL da Dosimetria altera a lógica do cálculo das penas para os crimes de tentativa de golpe e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A principal mudança é o fim da soma das penas quando os delitos são cometidos no mesmo contexto, aplicando-se apenas a punição mais grave. Isso resulta em uma redução significativa do tempo de reclusão e acelera a progressão de regime.

    Asfav (Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro) estima que cerca de 600 pessoas serão diretamente beneficiadas, incluindo os ainda presos em regime fechado, como o general Walter Braga Netto, e os que cumprem prisão domiciliar, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A eficácia imediata da lei, porém, não é automática. Advogados precisarão fazer pedidos individuais ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concentra a relatoria da maioria dos casos.

    A expectativa é que Moraes decida caso a caso, podendo inclusive afastar a aplicação da nova regra se a considerar inconstitucional.

    Reações e a iminência da judicialização

    Enquanto o Senado comemora, a base aliada do governo já articula nos bastidores uma reação jurídica. A avaliação é de que a nova lei fere cláusulas pétreas da Constituição ao relativizar a punição de crimes que atentam contra a separação dos Poderes e a democracia.

    O senador Espiridião Amim (PP-SC), relator do projeto, defendeu a medida afirmando que o julgamento dos golpistas não foi justo e que a nova lei é o “primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política” .

    Em contrapartida, o líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), disparou: “Não é esquerda ou direita. É se nós queremos democracia ou golpe”.

    Na década de 1950, anistias concedidas a militares golpistas durante o governo Juscelino Kubitschek permitiram a reinserção desses atores, que anos depois orquestraram o golpe de 1964, recorda o ICL Notícias.

    Para setores progressistas, ao celebrar a redução de penas, o Senado não apenas informa uma mudança legal, mas abre uma perigosa precedente que fragiliza a capacidade de resposta do Estado contra aventuras autoritárias.

    Advocacia-Geral da União (AGU) indicou que estuda os contornos jurídicos para questionar a constitucionalidade do PL da Dosimetria no STF.

    A expectativa é que uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) seja protocolada nos próximos dias, o que pode suspender os efeitos da lei até o julgamento final pelo Plenário da Corte.



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