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Seleção Brasileira adota camisa vermelha para Copa de 2026, rompendo a tradição: políticos comentam

    Seleção Brasileira adota camisa vermelha para Copa de 2026, rompendo a tradição: políticos comentam


    NATÁLIA BONAVIDES com a camisa em vermelho e o número 13 do PARTIDO DOS TRABALHADORES – Imagem reprodução X/@natbonavides | FLÁVIO BOLSONARO – Lula Marques/ Agência Brasil | Ao fundo, LULA é carregado por apoiadores, a grande maioria com roupas em vermelho, usadas pelo MST e PT – Foto: Amanda Pedobelli/Reuters


    Nova cor do uniforme reserva, aprovada pela CBF, desafia estatuto e provoca reações – SAIBA MAIS

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    Brasília, 28 de abril de 2025

    Pela primeira vez em sua história, a Seleção Brasileira usará um uniforme reserva vermelho na Copa do Mundo de 2026, substituindo o tradicional azul.

    O modelo, predominantemente vermelho com listras pretas, será produzido pela Jordan, marca do grupo Nike, com lançamento previsto para março de 2026.

    A decisão, aprovada pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, marca uma colaboração inédita e visa atrair um público jovem, mas reacende debates devido à polarização política associada à cor vermelho no Brasil.

    O estatuto da CBF estipula que os uniformes devem conter apenas as cores da bandeira da entidade (verde, amarelo, azul e branco), com exceção para eventos comemorativos aprovados pela diretoria.

    A escolha do vermelho, portanto, pode violar essa regra, a menos que justificada como ação especial, o que ainda não foi esclarecido.

    Historicamente, o Brasil usou camisas em vermelho apenas duas vezes, entre 1917 e 1919, em contextos bem distintos do atual, o que reforça a ousadia da mudança para o Mundial de 2026, sediado nos EUA, México e Canadá.

    A novidade gerou reações políticas, com o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, manifestando-se contra a camisa vermelha, associada por bolsonaristas a movimentos de esquerda. Mas, claro, a ideia foi comemorada por aliados do Presidente Lula.

    Os bolsonaristas são conhecidos por usarem as tradicionais camisas verde e amarela e a azul para demonstrar nacionalismo. O vermelho, por sua vez, é associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos partidos de esquerda.

    Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o uniforme “sempre foi um símbolo da nossa identidade nacional” e que a bandeira do país não é vermelha, e nunca será”.

    Essa mudança precisa ser repudiada veementemente”, afirmou em uma publicação no X.

    Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou a possibilidade de mudança ao seu modo tendencioso, questionando se, com a camisa vermelha, “o juiz será nosso”.

    Por outro lado, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), usando uma camisa em vermelho, com o número do Partido [13] nas costas disse: “Acho que gostei dessa história“.

    A iniciativa da CBF e da Nike, embora estrategicamente voltada para inovação e marketing, insere a Seleção no centro de um debate polarizado, especialmente em um ano eleitoral.

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    A camisa vermelha, aprovada e em produção, promete não apenas renovar a estética da equipe, mas também alimentar discussões sobre identidade, política e tradição no futebol brasileiro.

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