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Seguranças dizem para brasileira se comportar após ser intimidada por gravar criança xingando Vini de ‘macaco’ (vídeo)

    Mãe e adultos que estavam com o menor tentaram impedir a gravação de Anna Anjos feita no Estádio de Mestalla, onde seguranças disseram que aquele ambiente era ‘normal’ – ASSISTA

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    De acordo com o jornalista da ‘ESPN‘, Gustavo Hofman, em seu perfil na plataforma de microblogging ‘X‘, uma brasileira de nome Anna Anjos, que mora em Barcelona, na Espanha, viajou até Valência para assistir a partida entre o ‘Valencia‘ e o ‘Real Madrid‘, neste sábado (2/3), e flagrou, nas arquibancadas do Estádio do ‘Mestalla‘, o momento em que uma criança no colo de sua mãe xingou o jogador Vini (Vinicius Júnior) de “macaco“.

    As imagens mostram que a mãe da criança percebeu que Anna estava gravando seu filho e deu um tapa no celular em sua mão. Hofman entrevistou a brasileira e ela relatou que sofreu intimidação dos adultos que estavam com a criança.

    A brasileira disse também que ao relatar o caso para a segurança do Estádio, ela foi orientada a “se comportar”, pois esse era o clima normal da casa.

    Assista:

    Depois de ver o ‘Valencia‘ abrir dois gols de vantagem ainda no primeiro tempo, com Hugo Duro e Yaremchuck, o ‘Real Madrid‘ reagiu nos acréscimos da etapa inicial com Vini Jr. arrancando um empate por 2 a 2, na 27ª rodada de ‘LALIGA’.

    De acordo com a ESPN, nos acréscimos da etapa final aconteceu a principal polêmica do confronto. O árbitro espanhol Jesús Gil Manzano encerrou a partida durante uma jogada de ataque do Real Madrid e, segundos após o apito, Jude Bellingham estufou as redes, naquele que seria o gol da virada do Real. Os jogadores madrilenhos ficaram revoltados com a decisão, e Vini Jr. foi um deles, indo até o centro do gramado para reclamar sobre o gol não validado.


    RACISMO – A ESPN fez uma retrospectiva dos casos em que o jogador brasileiro sofreu racismo no gramado desde o último ‘Valencia‘ x ‘Real Madrid‘:

    21/05 – Partida entre Valencia e Real Madrid é paralisada após Vinicius Jr. denunciar ofensas racistas vindas das arquibancadas do Mestalla. Revoltado, o brasileiro apontou para alguns que o xingavam, o que fez o árbitro Ricardo de Burgos interromper o jogo por 5 minutos.

    21/05 – Caso de racismo mais grave contra Vini ganha as manchetes de jornais pelo mundo. Os periódicos de Madri saem em defesa do brasileiro, assim como Carlo Ancelotti, que se recusou a falar de futebol em entrevista para criticar a falta de ação de LALIGA. Mais tarde, nas redes sociais, Vinicius Jr. se posicionou de maneira enfática e ganhou apoio de diversas personalidades do esporte.

    22/05 – No dia seguinte ao jogo, o Valencia se pronunciou dizendo que um racista havia sido identificado pela polícia. O clube também fez a promessa de banir todos os envolvidos no caso que fossem descobertos. Isso, no entanto, não impediu que publicações esportivas da cidade ofendessem Vinicius, chamando-o de “provocador insuportável”, e nem que o técnico do Valencia, por mais que discursasse contra o racismo, rebatesse o rótulo contra a torcida.

    23/05 – Os desdobramentos seguiram dois dias depois da partida, quando a polícia da Espanha anunciou a prisão de sete pessoas pelo crime de racismo, não só em Valencia, como também em Madri. Quem também agiu foi a Federação Espanhola, ao anular o cartão vermelho recebido por Vinicius Jr. na partida do fim de semana e também punir o clube com multa e setores do estádio fechados, o que gerou revolta local.

    26/05 – Três dias depois da punição, o Valencia teve sucesso ao recorrer da pena. O gancho caiu de cinco para três jogos com o setor sul fechado parcialmente e a multa foi reduzida de 45 mil para 27 mil euros, o equivalente a R$ 144 mil na época.

    07/06 – A Comissão Estatal Contra Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância do Esporte baniu sete torcedores de estádios na Espanha. Quatro eram ligados ao Atlético de Madrid e ajudaram a pendurar um boneco de Vinicius enforcado em uma das pontes da cidade. Por isso levaram multa de 60 mil euros e mais o banimento de dois anos. Os outros três torcedores proferiram ofensas ao jogador no jogo entre Valencia e Real Madrid e foram punidos com 5 mil euros em multa e mais um ano inteiro longe dos campos.

    19/06 – A Justiça de Valencia começou a ouvir os três torcedores do clube punidos por ofender Vinicius Jr. Em declarações, o advogado de um dos réus admitiu gestos de provocação, mas negou que eles fossem uma forma de racismo. A alegação era que se tratavam de respostas pelas provocações do próprio atacante do Real Madrid.

    13/07 – Quase um mês depois, foi a vez de Vini prestar seu depoimento de tudo que aconteceu no Mestalla. Foram 20 minutos apenas de declarações, em que o brasileiro alegou não se importar com ofensas de torcidas adversárias, desde que elas não passem do limite, como o que ocorreu em Valencia.

    05/10 – Após depoimento à distância, Vinicius Jr. foi novamente ouvido por vídeoconferência e reiterou a sua versão, de que sentiu-se ofendido por todo o estádio. Horas depois, o Valencia rebateu o atacante brasileiro por considerar isso uma “mentira infundada”. A equipe exigiu uma retratação do brasileiro por dizer que todo o estádio o ofendeu.

    21/10 – Vinicius Jr. foi novamente alvo dos racistas nos meses seguintes. No fim de outubro, ele foi ofendido por um torcedor do Sevilla, em partida pelo Campeonato Espanhol. A diferença é que o clube se pronunciou rapidamente e puniu o infrator.

    28/10 – Uma semana depois, foi a vez da torcida do Barcelona pegar pesado com o atacante do Real Madrid, com mais insultos racistas que foram parar em uma denúncia de LALIGA.

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