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RESUMO
URBS MAGNA

| Rio de Janeiro (RJ)
24 de agosto de 2026

O segurança de rua Davi Santos Machado, de 21 anos, chegou à 12ª DP de Copacabana pedalando a bicicleta que pertencia à irmã de Cláudio Rafael Landeiro, 37 anos, e que motivou o linchamento fatal.

O fato, revelado em reportagens de diversas fontes, como o g1, nesta segunda-feira (24/ago), expõe o desprezo pela vida e a fragilidade do monopólio estatal da justiça.

Na noite de 11 de agosto, Cláudio Rafael Landeiro, morador de Botafogo, saiu para passear com a bicicleta emprestada pela irmã.

Em Copacabana, na Rua Barata Ribeiro, o segurança Davi Santos Machado o abordou e perguntou se o veículo era dele.

Por dificuldades cognitivas, a vítima respondeu apenas que não.

Jorge Luiz Ricardo Dias, outro segurança, retirou a bicicleta à força.

Cláudio seguiu até a Rua Felipe de Oliveira, onde foi cercado por Davi e pelos entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.

Câmeras registraram cerca de nove minutos de agressões: mais de 30 pauladas com porrete (algumas reportagens falam em 57 a 63 golpes), chutes e socos, a maioria na cabeça.

A vítima não reagiu.

Antes de ir embora, Davi filmou a cena com o celular.

Cláudio agonizou por cerca de meia hora até a chegada do Corpo de Bombeiros.

Levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, morreu na madrugada de 12 de agosto por traumatismo craniano e hemorragia interna.

Na segunda-feira (17/ago), Davi Santos Machado compareceu à 12ª DP como testemunha, pedalando a mesma bicicleta, e negou participação.

No dia seguinte, retornou e confessou.

Em depoimento, classificou as pauladas na cabeça como “ato insano” e afirmou não saber explicar o motivo.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, as imagens desmentiram a primeira versão.

O episódio revela os riscos da segurança clandestina contratada por comerciantes e a cultura de justiçamento que mina a democracia e o devido processo legal.

Quatro homens estão presos: Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.

A Polícia Civil ainda busca um quinto suspeito identificado nas imagens.

A Justiça manteve as prisões temporárias.

A irmã Fabiana Motta Landeiro Hansen declarou: “Justiça com as próprias mãos, isso não existe. O trabalho é da polícia e ponto”.

O caso reforça a necessidade de responsabilização plena e de combate à violência extrajudicial, que atinge especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade.



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1 comentário em “Segurança que linchou ciclista foi depor com a bike do morto”

  1. Oscar Angelo Junior

    O vagabundo escroto candidato a miliciano, além de matar o coitado do rapaz ainda, covardemente, furtou (ou roubou), a bicicleta da vítima.

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