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‘Se os bagrinhos estão pegando 17 anos, os mais altos vão pegar quanto?’, diz ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

    Comentário foi revelado em delação na qual Mauro Cid também se queixou que o ex-presidente ficou ‘milionário’ enquanto ele próprio ‘perdeu tudo’ – SAIBA MAIS

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    O ex-ajudante de ordens do ex-presidente inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, delator das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, se queixou, em depoimento prestado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o recém acusado pelo crime “se deu bem e ficou milionário”, enquanto o militar “perdia tudo” e sua carreira estava “desabando”.

    A revelação da reclamação feita ao ministro Alexandre de Moraes foi possível graças à quebra do sigilo, nesta quarta-feira (19/fev), das delações do ex-aliado do candidato derrotado em 2022 para o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciar Bolsonaro.


    A oitiva de Cid no Supremo foi feita em 22 de março de 2024, tendo sido motivada, segundo matéria no jornal O Estado de S. Paulo, por uma reportagem da revista Veja, publicada no dia anterior sob o título “Em áudios exclusivos, Mauro Cid ataca Alexandre de Moraes e a PF: Enquanto suas informações ajudam a desnudar a tentativa de golpe militar e comprometem Bolsonaro, o tenente-coronel detona o ministro e a instituição“.

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    Questionado sobre o conteúdo da reportagem e, depois, sobre quem Cid se referia ao dizer que “todos se deram bem, ficaram milionários”, o tenente-coronel declarou que “estava falando do presidente Bolsonaro, que ganhou Pix”, enquanto ele mesmo tinha “perdido tudo”.

    Segundo a matéria do Estadão, no trecho do depoimento, Cid respondeu que “estava falando do presidente Bolsonaro, que ganhou Pix, aos generais que estão envolvidos na investigação e estão na reserva. E no caso próprio perdeu tudo. A carreira está desabando. Os amigos o tratam como um leproso, com medo de se prejudicar. Não é político, não é militar, quer ter a vida de volta. Está enclausurado. A imprensa sempre fica indo atrás. Está agoniado. Engordou mais de 10 quilos. O áudio é um desabafo. Acredita que as pessoas deviam o estar apoiando e dando sustentação”.

    Bolsonaro recebeu R$ 17,1 milhões em suas contas por meio de transferências bancárias realizadas por Pix entre janeiro e julho de 2023, após vaquinha promovida por seus apoiadores para pagar multas processuais.

    O ex-ajudante de ordens também foi confrontado com a afirmação feita por ele de que “os bagrinhos estão pegando 17 anos (de prisão); os mais altos vão pegar quanto?”, em referência à condenação dos manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas que depredaram as sedes dos Três Poderes, no famigerado 8 de Janeiro.

    Cid respondeu que “fez uma reclamação genérica do que está acontecendo” e que se assusta com as penas, mas não disse quem ele considerava os “mais altos”.

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