“Passou da hora de haver um mínimo ético legal nas redes sociais. Se não puder ser pelo bom senso e educação, que seja pela lei”, afirmou o presidente do Congresso e do Senado Federal
“Passou da hora de haver um mínimo ético legal nas redes sociais. Se não puder ser pelo bom senso e educação, que seja pela lei”, afirmou o presidente do Congresso e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre o enxame de fake news que tomaram as redes sociais após a catástrofe no Rio Grande do Sul.
O parlamentar voltou a defender um marco legal para plataformas, informa a jornalista Daniela Lima, em seu blog no ‘g1‘, destacando também que, desde o início das cheias, uma série de desinformações passaram a circular, prejudicando inclusive o trabalho de resgate de afligidos pelas chuvas, como mostrou ontem, sexta-feira (10/5), no ‘Jornal Nacional‘, o ministro da SECOM (Secretaria de Comunicação Social), Paulo Pimenta.
Segundo Lima, anônimos e políticos radicais da extrema direita têm usado trucagens, montagens, vídeos antigos, falsos ou descontextualizados com mensagens enganosas ou mentirosas sobre perda de doações ou embaraço estatal ao socorro dos gaúchos, por exemplo.
Falas de jornalistas e o trabalho da imprensa também têm sido alvo de manipulação. Diante do quadro, a Advocacia-Geral da União, o Ministério da Justiça e a SECOM criaram uma sala de situação para monitorar e combater a disseminação de desinformação durante a calamidade, e buscam um protocolo com as redes.
A discussão de um projeto que puna quem deliberadamente cria e impulsiona conteúdo falso está travada na Câmara dos Deputados. Parlamentares da extrema direita têm usado inclusive a tribuna da Casa para disseminar informação falsa. A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as condutas potencialmente criminosas nas redes em meio à tragédia.
Nesta sexta, o Ministério Público do RS conseguiu uma liminar na Justiça para que sejam removidas publicações de notícias falsas sobre as ações do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja decisão também determina uma multa de R$ 100 mil para quem divulgar mentiras sobre a tragédia no estado.

E como o lula disse se não for pelo bom senso que seja pela lei.
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