Site dos EUA destaca luta de Moraes contra Bolsonaro, Musk, Trump e a extrema direita digital – SAIBA MAIS
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Brasília, 9 de abril de 2025
Em uma reportagem publicada em 7 de abril de 2025 na The New Yorker, o jornalista Jon Lee Anderson detalha a cruzada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o extremismo digital no Brasil.
Intitulada “The Brazilian Judge Taking On the Digital Far Right”, a matéria destaca como Moraes se tornou uma figura central na proteção da democracia brasileira, enfrentando nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o bilionário Elon Musk e até aliados de Donald Trump.
Na matéria, Moraes faz algumas declarações bombásticas para justificar suas ações contra o que considera ameaças digitais à democracia brasileira, como discursos de ódio e desinformação que incitam violência ou golpes.
Ao criticar o poder das redes sociais, especificamente o X, como ferramentas que amplificam propaganda extremista, Moraes citou o ministro da propaganda de Hitler, em duas falas: “Se Goebbels tivesse o X, os nazistas teriam dominado o mundo” e “A liberdade de expressão não é a liberdade para destruir a democracia.”
O magistrado também expressou preocupação com a influência global das plataformas digitais, que, segundo ele, desafiam a soberania dos sistemas judiciais nacionais: “As empresas de redes sociais querem controlar o mundo e contornar as jurisdições nacionais.”
O ministro mais famoso de todos os tempos, justamente por conta de sua luta em defesa da democracia, também cita a ação judicial movida pela Trump Media nos EUA contra ele, em fevereiro, acusando-o de censura.
Moraes rejeita a legitimidade dessa interferência estrangeira em suas decisões ao afirmar: “Assim como eu não posso, aqui no Brasil, emitir uma decisão que obrigue algo nos Estados Unidos, nenhum juiz lá pode declarar que minha ordem no Brasil é inválida. Mas é uma manobra política, que acabou ganhando cobertura da imprensa.”
No contexto, Moraes defendeu suas medidas, como prisões e bloqueios de contas, argumentando que há limites legais à liberdade de expressão, quando ela ameaça a ordem democrática, argumentando que ela deve ser melhor interpretada: “a liberdade de expressão não permite a incitação à violência ou a golpes”.
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No geral, o The New Yorker mostra que, após a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram os Três Poderes em Brasília, Moraes assumiu a liderança nas investigações sobre o que chama de “ecossistema de desinformação”.
O portal mostra aos americanos que o ministro comanda mais de dez inquéritos no STF, mirando uma rede que inclui militares, políticos e influenciadores digitais acusados de planejar a derrubada do governo Lula.
A reportagem revela que as evidências apontam para um golpe frustrado, com detalhes como a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, que delatou reuniões conspiratórias, e a descoberta de uma minuta golpista na casa de um ex-ministro.
O autor diz que Moraes não hesitou em adotar ações contundentes: ordenou prisões, bloqueou contas bancárias e suspendeu plataformas como o X (antigo Twitter) no Brasil em agosto de 2024, após Musk se recusar a cumprir decisões judiciais.
E lembra que o ministro baniu a rede social de Musk, acusando-a de facilitar comunicações golpistas. O jornalista afirma que essas decisões geraram críticas de apoiadores da extrema direita, que o acusam de censura, e elogios de defensores da democracia, que veem nele um guardião das instituições.
O confronto com Musk escalou para uma guerra global, diz a matéria. O dono da Tesla e do X chamou Moraes de “ditador maligno” e mobilizou uma campanha contra ele, apoiada por figuras como Eduardo Bolsonaro e congressistas republicanos nos EUA.
Em fevereiro de 2025, a Trump Media processou Moraes por suposta censura, enquanto parlamentares americanos ameaçaram sanções contra o juiz. Moraes rebateu, afirmando que tais ações são “manobras políticas” sem base jurídica.
A reportagem explora a visão de Moraes sobre as redes sociais: ele as compara a um “Velho Oeste” sem regras, defendendo que a liberdade de expressão não pode abrigar crimes como incitação à violência.
E diz que, apesar de sua postura firme, ele enfrenta riscos pessoais — em novembro de 2024, um homem-bomba tentou atacar o STF, num incidente ligado à polarização que Moraes combate.
Aos 56 anos, careca e de fala assertiva, diz o texto, o ministro encara um Brasil dividido, onde 51% acreditam no golpe, mas 38% o negam, segundo pesquisas.
Enquanto a extrema direita o demoniza, exibindo bandeiras com a imagem de Musk em protestos, Moraes segue como um símbolo de resistência, finaliza a matéria, mostrando que o ministro tenta equilibrar democracia e ordem em tempos de radicalização digital.
O texto conclui que o futuro político de Bolsonaro, inelegível até 2030, e a influência de Musk no Brasil permanecem em jogo, com Moraes no centro dessa batalha.












