“Ah, e tem mais: a turminha da Lava Jato, Moro, Dallagnol, quietinhos como sempre. A cruzada deles contra a corrupção nunca existiu“, disse o parlamentar – ASSISTA
“Olha, se alguém nessa altura do campeonato disser que Bolsonaro lutou contra a corrupção, não pode mais dizer que é inocente, mas já passou a ser cumplicidade mesmo“, afirmou o deputado federal Glauber Braga, em seu perfil no ‘Twitter’.
“Hoje foi seu Mauro Cid, descoberto lá, as trocas de e-mail onde ele tava tentando negociar um Rolex Recebido por Bolsonaro na Arábia Saudita por 60 mil dólares. Esse é um caso de um montão da Familia Bolsonaro. Casos escabrosos“, disse o parlamentar.
“Ah, e tem mais: a turminha da Lava Jato, Moro, Dallagnol, quietinhos como sempre. A cruzada deles contra a corrupção nunca existiu“, acrescentou o parlamentar.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
Bolsonaro e cia batiam no peito para falar em “combate a corrupção”.
— Glauber Braga (@Glauber_Braga) August 4, 2023
Vocês já viram as notícias de hoje?
Glauber te conta!#equipe pic.twitter.com/3mFS7M5APQ
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tentou vender um relógio de luxo recebido em viagem oficial ao Reino da Arábia Saudita.
A informação consta de documentos recebidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, informa a CNN.
Em troca de e-mails obtida pela CPMI, um interlocutor responde a Mauro Cid agradecendo pelo interesse em vender o relógio, e questiona se a peça tem certificado de garantia original.
O remetente explica, ainda, que o mercado para relógios da marca Rolex usados está em baixa, já que o valor de produção é muito elevado.
Cid responde que não possui certificado, já que o relógio foi recebido como presente em viagem oficial, mas garante que a peça nunca foi usada e estima seu valor em US$ 60 mil (quase R$ 300 mil pela cotação atual do dólar).
O relógio da marca Rolex é descrito como um modelo Oyster Perpetual Day Date em ouro branco, platina e diamantes, com pulseira modelo Presidente, caixa em madrepérola e diamantes.
De acordo com registros do Gabinente Adjunto de Documentação Histórica, também obtidos pela CPMI, o relógio foi oferecido pelo rei Salman Bin Abdulaziz al Saud, da Arábia Saudita, durante visita oficial em outubro de 2019.
A investigação prossegue em busca de detalhes que ainda não foram esclarecidos pela troca de e-mails.As mensagens não deixam clara a identidade do interlocutor que faria a ponte para a venda.
Além disso, não há indicações se a conversa foi adiante para concluir a negociação ou se foi deixada de lado.
Os conteúdos não citam o ex-presidente Jair Bolsonaro e não indicam se a troca é feita em nome do mandatário.
Nessa viagem, a comitiva presidencial recebeu dois conjuntos de joias: um em ouro rose da marca Chopard, composto um rosário árabe, um relógio com pulseira em couro; um par de abotoaduras; uma caneta rose gold e um anel.
O outro, composto por um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes.
Em nota, a defesa de Mauro Cid disse que não pode “fazer qualquer manifestação” porque não teve acessos aos documentos da CPMI “em que tais mensagens de e-mail teriam sido trocadas”.
