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China lidera Cúpula da SCO em Tianjin, com Rússia, Índia e Irã por nova ordem mundial

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    Xi Jinping
    Xi Jinping, Vladimir Putin e Narendra Modi, presidentes da China, Rússia e primeiro-miinstro da Índia, respectivamente / Imagem reprodução


    Reunião da Organização para Cooperação de Xangai reúne líderes de nações para discutir segurança, comércio e desenvolvimento sustentável, moldando o futuro da Eurásia com estratégias até 2035



    Tianjin, China, 31 de agosto de 2025

    A Reunião do Conselho de Chefes de Estado da Organização para Cooperação de Xangai (SCO), de hoje, domingo (31/ago) até segunda-feira (1/set), em Tianjin, China, reunirá líderes de nações da Eurásia em um momento de fortalecimento da cooperação multilateral.

    Fontes chinesas informaram, no decorrer da semana passada, que a cúpula contará com a participação de diversos países-membros, observadores e parceiros de diálogo, consolidando o papel da SCO como uma força de estabilidade e desenvolvimento em um mundo multipolar.

    A cúpula em Tianjin terá a presença de China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Índia, Paquistão, Irã e Bielorrússia.

    A Bielorrússia, que se tornou membro pleno em 2024, participa pela primeira vez com esse status.

    O encontro terá como estados observadores o Afeganistão, a Mongólia e a Turquia. Quanto aos países parceiros de diálogo serão Arábia Saudita, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Maldivas, Mianmar, Nepal, Qatar, Sri Lanka e Turcomenistão.

    Além disso, representantes de mais de 10 organizações internacionais também estarão na cúpula, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), reforçando a abrangência global do evento.

    Sob a presidência chinesa, a SCO busca consolidar o “Espírito de Xangai”, que enfatiza confiança mútua, igualdade e desenvolvimento comum.

    O presidente Xi Jinping deve liderar as discussões, promovendo uma visão de governança global que rejeite hegemonias e mentalidades de Guerra Fria.

    A Declaração de Tianjin, que será assinada pelos líderes, delineará compromissos para uma comunidade com futuro compartilhado, com foco em segurança, economia e intercâmbios culturais.

    No âmbito econômico, a cúpula priorizará a Estratégia de Desenvolvimento da SCO até 2035, destacando o crescimento do comércio, que atingiu 3,65 trilhões de yuans (cerca de US$ 512,4 bilhões) entre a China e os países menbros em 2024, com aumento de 3% até julho de 2025.

    A promoção de moedas nacionais nas transações comerciais e investimentos em economia verde e inteligência artificial são pontos centrais.

    Na área de segurança, a SCO reforçará a cooperação contra o terrorismo, separatismo e extremismo, com a Estrutura Regional Antiterrorista (RATS) liderando iniciativas de exercícios militares conjuntos e troca de inteligência.

    A integração com a Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) também será destacada, com projetos de infraestrutura e energia, como os 370 milhões de kilowatts de capacidade renovável liderados pela China em 2024.

    A presença de líderes de mais de 20 países e organizações internacionais reflete a crescente influência da SCO na Eurásia.

    Qingdao, designada como capital cultural da SCO, será promovida como um centro de diálogo civilizacional, com eventos como o Diálogo Nacional de Civilização (julho de 2025) destacando a cooperação cultural.

    Apesar da unidade e o progresso da SCO, tensões entre membros, como Índia e Paquistão, podem desafiar a coesão. Ainda assim, a narrativa oficial chinesa projeta a cúpula como um marco para a estabilidade regional e a construção de uma ordem global multipolar.

    A cúpula da SCO em Tianjin reúne uma coalizão diversa de nações, desde potências como China, Rússia e Índia até parceiros estratégicos como Arábia Saudita e Egito.

    Com uma agenda robusta que abrange economia, segurança e cultura, o evento reforça o papel da SCO como uma plataforma de cooperação em um mundo em transformação.

    A assinatura da Declaração de Tianjin e a adoção de estratégias de longo prazo sinalizam o compromisso dos participantes com um futuro de desenvolvimento sustentável e estabilidade regional.



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    1 comentário em “China lidera Cúpula da SCO em Tianjin, com Rússia, Índia e Irã por nova ordem mundial”

    1. Vania Barbosa Vieira

      Que bom que o nosso planeta ainda tem gente pensando em paz, em harmonia e em desenvolvimento sustentável!!!🙌🙌🙌

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

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