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Satélite revela crateras em complexo nuclear do Irã após ser alvo de ‘superbomba MOP’ dos EUA


    Imagens mostram danos em instalação iraniana atingida por bombas bunker buster – LEIA e ENTENDA

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    Teerã, 22 de junho de 2025

    imagens de satélite recentes, capturadas neste sábaso (22/jun), revelam o impacto devastador dos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a instalação nuclear subterrânea de Fordo, no Irã.

    As fotos, obtidas pela Maxar Technologies, expõem seis crateras recentes e destroços espalhados, sinalizando o uso de poderosas bombas Massive Ordnance Penetrator (MOP).

    As imagens de alta resolução mostram seis crateras frescas na encosta da montanha que abriga a instalação de enriquecimento de urânio.

    Além disso, há uma camada de poeira cinzenta e detritos de concreto espalhados pelo terreno, evidências claras da força das explosões subterrâneas.

    Fordo é uma vila localizada no distrito rural de Fordo, no condado de Kahak, Irã, que já foi a capital do distrito e fica próxima à cidade sagrada xiita de Qom.

    O local tinha população estimada em 839 habitantes em 2016, sendo a vila mais populosa do distrito rural.

    A Usina de Enriquecimento de Urânio de Fordow, embora compartilhe um nome semelhante, não tem relação com a vila, estando situada a 100 km de distância.

    Após o censo de 2016, o distrito rural foi transferido para o recém-criado Condado de Kahak e renomeado como Distrito de Fordo.

    Segundo Stu Ray, analista sênior da McKenzie Intelligence Services, em entrevista à BBC Verify, “não há um grande efeito de explosão na superfície, pois a bomba é projetada para detonar em profundidade”.

    Ele sugere que três munições distintas foram lançadas em dois pontos de impacto. As entradas dos túneis de Fordo parecem bloqueadas, mas sem crateras próximas.

    Ray acredita que isso pode indicar uma tentativa do Irã de “proteger as entradas contra ataques aéreos deliberados”.

    Apesar dos sinais visíveis, o real impacto nas instalações subterrâneas ainda é incerto, já que Fordo está enterrada a cerca de 80-90 metros sob a rocha.

    O Pentágono confirmou que as bombas Massive Ordnance Penetrator (MOP), conhecidas como bunker busters, foram usadas no ataque.

    Essas armas, com peso de 13.600 kg, são projetadas para penetrar até 18 metros de concreto ou 61 metros de terra antes de explodir.

    Sete bombardeiros B-2 Spirit stealth lançaram 14 dessas bombas, marcando a “primeira utilização operacional” do armamento, conforme informou o general Dan Caine em coletiva. A profundidade de Fordo, no entanto, representa um desafio.

    Especialistas indicam que múltiplos ataques sequenciais seriam necessários para atingir as estruturas mais protegidas. Vice-Admiral Mark Mellet, ex-chefe das Forças de Defesa da Irlanda, destacou que “o sucesso depende do reforço dos túneis iranianos”.

    O ataque, ordenado pelo presidente Donald Trump, ocorreu neste sábado (21/jun), visando três instalações nucleares iranianas: Fordo, Natanz e Isfahan.

    Trump descreveu a operação como “um sucesso militar espetacular”, afirmando que os sites foram “completamente obliterados”.

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    Contudo, fontes iranianas, como o parlamentar de Qom, alegam que os danos em Fordo foram “mínimos” e restritos à superfície, com materiais sensíveis removidos previamente.

    O Irã condenou a ação, com o ministro Abbas Araghchi acusando os EUA de violar o “Tratado de Não Proliferação Nuclear” e prometendo “consequências duradouras”.

    A operação marcou uma escalada no conflito entre Israel e Irã, iniciado em 13 de junho, quando Israel atacou alvos nucleares iranianos.

    As imagens de Maxar capturadas em 19 e 20 de junho já mostravam movimentação incomum em Fordo, com 16 caminhões e tratores próximos à entrada dos túneis. Isso sugere que o Irã antecipou o ataque, possivelmente evacuando materiais nucleares.


    A Associated Press analisou fotos de 22 de junho, confirmando danos na encosta, mas sem clareza sobre a extensão interna.

    A BBC relatou que, embora os danos sejam visíveis, a funcionalidade do site nuclear permanece incerta.

    A International Atomic Energy Agency (IAEA) ainda não divulgou avaliações detalhadas sobre o impacto nas centrífugas de Fordo, que enriquecem urânio a 83,7%, próximo do nível necessário para armas nucleares.

    O bombardeio de Fordo eleva as tensões no Oriente Médio, com riscos de retaliação iraniana e instabilidade regional. A capacidade do Irã de manter seu programa nuclear, mesmo após os ataques, levanta questões sobre a eficácia das operações militares.

    Enquanto Trump busca pressionar Teerã por um acordo de paz, o mundo observa os próximos passos de ambas as nações.

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