Luciane Carminatti alerta que professores que trabalham temas como ‘escravidão‘, ‘poder de compra do salário mínimo‘, ‘violência contra negros e LGBTs‘ e ‘capacitismo’ estão sendo denunciados por “estudantes incentivados por alguns grupos ideológicos“, por “direções de escolas autoritárias, com indicações políticas” e por “pais envolvidos em temáticas absurdas” – ASSISTA
“Não tenho dúvidas de que Santa Catarina se transformou em um laboratório de perseguição aos educadores“, diz a professora, presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e deputada estadual Luciane Carminatti (PT) em um recorte de vídeo que viralizou nas redes sociais.
A partidária do Presidente Lula usa sua argumentação no âmbito da pesquisa “A violência contra educadores como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadores no Brasil”.
Nas imagens compartilhadas no ‘X‘ pelo influenciador digital @AndradeRNegro2, Carminatti argumenta que está ocorrendo um aumento das denúncias contra professores. A deputada diz que “desde 2011, essas denúncias se tornaram uma prática comum, ao contrário do que era nos primeiros anos” de seu mandato.
Segundo ela, as denúncias tem partido de “estudantes incentivados por alguns grupos ideológicos“, de “direções de escolas autoritárias, com indicações políticas“, bem como de “pais envolvidos em temáticas absurdas“, e que “esse modus operandi ele tem uma linha, um foco“.
Dentre os absurdos estão denúncias de professores que “trabalharam o tema da escravidão no Brasil“, do poder de compra do salário mínimo, além de “denúncias que envolvem o tema do racismo, da violência contra negros e negras, e da população LGBT“.
A deputada diz que uma denúncia que a “marcou muito“, refere-se ao ataque que uma professora de Florianópolis recebeu por trabalhar o tema do capacitismo. Segundo Carminatti, “essa professora foi denunciada primeiro na rede social“, sem “o direito de falar, de se defender“. “Essa educadora estava em fase de aposentadoria” e “foi parar em um psiquiatra“, diz a deputada. “Destruiu a vida dela“.
Assista abaixo e leia mais a seguir:
Luciane Carminatti: "Santa Catarina é um laboratório de violência contra educadores". pic.twitter.com/uLsXsO8W18
— Andrade (@AndradeRNegro2) June 10, 2024
Em outra publicação, a deputada divulga a pesquisa da ação do Observatório Nacional da Violência contra Educadoras(es), que foi criada pela parceria entre a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação e a Faculdade de Educação da UFF, tendo sido idealizada pelo Núcleo de Estudos em Educação Democrática (NEED-UFF) em conjunto com a Associação Brasileira de Ensino de História (ABEH).
Segundo o Observatório, o levantamento destina-se aos profissionais da educação de todos os níveis e etapas. O projeto foi analisado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Ciências Sociais, Sociais Aplicadas, Humanas, Letras, Artes e Linguística (CEP – Humanas) da UFF e aprovado em abril de 2024, sob o número CAAE 77471324.7.0000.8160.
“Precisamos de vocês, professoras e professoras! Estamos apoiando uma pesquisa inédita no Brasil sobre violência contra educadores. Registramos aqui diariamente inúmeros casos, mas precisamos de mais informações para estabelecer uma política pública“, diz Carminatti, em outra publicação na plataforma de microblogging ‘X‘.
