Jornalista publica trecho de carta recebida por um militar, que iniciava aprendizado de carreira nas Forças Armadas, fundamentada no apreço à legalidade, na democracia e na subordinação ao poder civil
“O povo desarmado merece o respeito das Forças Armadas. Estas não devem esquecer que é este povo que deve inspirá-las nos momentos graves e decisivos. Nos momentos de loucura coletiva deves ser prudente, não atentando contra a vida dos teus concidadãos. O soldado não pode ser covarde e nem fanfarrão. O soldado não conspira contra as instituições pelas quais jurou fidelidade. Se o fizer, trai os seus companheiros e pode desgraçar a nação”.
“Adelphi!”, de Pedro Luiz Moreira Lima e Elisa Colepicolo (Topbooks).
As palavras supratranscritas foram postadas na Folha de S. Paulo, pela jornalista Cristina Serra, e se refere a trecho da obra que conta a história do brigadeiro Rui Moreira Lima (1919-2013) – jovem piloto de aviação de caça que participou da Segunda Guerra, combatendo fascistas, na Itália, onde cumpriu 94 missões aéreas.
Segundo Serra. ele também atuou contra golpistas aqui no Brasil, em diferentes momentos da nossa história, o que o eleva ao panteão dos grandes heróis.
Rui foi muito influenciado pelo pai, Bento, juiz em Caxias, no Maranhão, e o trecho pertence a uma carta recebida pelo filho do magistrado, quando entrou na escola militar, em 1939.
“A carta de Bento Moreira Lima e a biografia do brigadeiro Rui deveriam ser estudadas nas academias militares. Já seria um bom começo”, pontua Cristina Serra.
