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Sanções de Trump a Moraes impulsionam atos de bolsonaristas, que temem esvaziamento

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    Jair Bolsonaro
    Jair Bolsonaro e os filhos Flávio e Carlos durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo – Imagem reprodução


    Apoiadores de Jair Bolsonaro planejam manifestações em várias cidades brasileiras neste domingo, motivados pelas medidas do governo Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um contexto de tensões diplomáticas e disputas judiciais



    Domingo, 03 de agosto de 2025, de Brasília

    As sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acenderam o ânimo dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A decisão, anunciada em 30 de julho de 2025 pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), incluiu a revogação de vistos e o bloqueio de operações financeiras do magistrado, como cartões de crédito de bandeiras americanas, sob a Lei Magnitsky, que pune supostas violações de direitos humanos.

    A medida veio após articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA, que acusam Moraes de perseguir politicamente Bolsonaro e seus apoiadores por decisões como o bloqueio de contas em redes sociais e a imposição de uma tornozeleira eletrônica ao ex-presidente.

    Apoiadores de Bolsonaro veem nas sanções uma chance de reacender a mobilização popular. Para este domingo (3/ago), estão marcados atos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com o objetivo de pressionar o STF e defender a narrativa de que Moraes atua contra a liberdade de expressão, segundo a Folha de S. Paulo.

    Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde março de 2025, celebrou a medida em redes sociais, afirmando que ela representa “justiça e dignidade” e pedindo que o Congresso Nacional avance com um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    A articulação conta com o apoio de figuras como Paulo Figueiredo, ex-comentarista da Jovem Pan, que também pressiona por sanções contra o STF. No entanto, as sanções geraram forte reação no Brasil.

    O Itamaraty classificou a medida como uma afronta à soberania nacional, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a interferência de “políticos brasileiros que traem a pátria”.

    O STF, em nota, defendeu a independência judicial, e Moraes acusou os bolsonaristas de agirem como uma “organização criminosa” para desestabilizar a democracia, prometendo julgar a trama golpista de 2023 ainda em 2025.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) intensificou investigações contra Eduardo Bolsonaro, acusado de obstrução de justiça por suas ações nos EUA.

    A tensão entre Brasil e EUA escalou, com risco de impacto nas relações comerciais e diplomáticas.

    As sanções, vistas como inéditas contra um membro de uma Suprema Corte, podem dificultar negociações para reverter tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros.

    Enquanto bolsonaristas tentam capitalizar o momento para fortalecer sua base, o STF mantém a previsão de julgar Bolsonaro em setembro por crimes como tentativa de golpe de Estado, em um embate que polariza ainda mais o cenário político brasileiro.



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