A parlamentar agora anda “com escolta, igual ao Marcelo Freixo, graças a uma autorização que” recebeu “da Mesa Diretora da Câmara“
Duas semanas após o assassinato do irmão, o médico Diego Bomfim, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirma ter sido alvo de ameaças e que, por isso, pediu à Câmara para reforçar sua segurança por meio de escolta da Polícia Federal: “É aterrorizante receber este tipo de e-mail”, afirmou ela em entrevista ao jornal ‘O Globo‘.
Apesar de Sâmia acreditar nas investigações que apontam que seu irmão pode ter sido morto por engano, a parlamentar afirmou que sempre recebeu “muitas ameaças” e não consegue se “distanciar desse tipo de pensamento involuntário, já que essas intimidações não cessaram após o assassinato” de seu irmão.
“Recebi novas mensagens e e-mails, já encaminhados à Polícia Federal“, diz Sâmia na entrevista, acrescentando que “alguns grupos reivindicam a autoria do crime, dizem que são os autores da execução. Outros se aproveitam do ocorrido e ameaçam, dizem que serei a próxima vítima, caso não repense a minha atuação política“.
Sãmia agora anda “com escolta, igual ao [ex-deputado federal] Marcelo Freixo, graças a uma autorização que” recebeu “da Mesa Diretora da Câmara“.
A deputada expressou também seu temor de que este crime não tenha “um desfecho“, pois, segundo ela, “há uma estrutura por trás. Isso foi consequência de algo maior” e que “novas hipóteses ainda podem surgir”, o que “amedronta muito a minha família“.
A parlamentar falou com, seu irmão “no dia anterior ao assassinato, no grupo da nossa família“. Ela revelou que, “no dia seguinte, às 6h“, abriu “os sites e” leu “a notícia“:
“Nenhum hospital me ligou, qualquer autoridade policial fez contato. Foi uma experiência especialmente dolorosa“.
