📷 O governador de SP, Tarcísio de Freitas, a deputada federal Sâmia Bomfim, e uma composição da linha da CPTM, que enfrenta paralisação parcial e greve |•| Imagens reprodução |•| ARTE URBS MAGNA
| São Paulo (SP)
04 de agosto de 2026
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) publicou nesta terça-feira (4/ago) uma resposta direta ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que classificou a greve dos ferroviários da CPTM como “baderna”.
A parlamentar afirmou que o verdadeiro transtorno está nos riscos gerados pelas privatizações conduzidas pelo governo estadual.
“Sabe o que é baderna, @tarcisiogdf? Milhares de passageiros correrem o risco de morrerem carbonizados porque você privatizou a CPTM. Milhares de paulistas receberem água podre na torneira porque você privatizou a SABESP. O povo de um estado inteiro pagar mais caro por serviços piores. Trabalhadores que dedicaram uma vida inteira a atender a população perderem a estabilidade no emprego e ficarem à mercê dos seus amigos empresários, que só pensam no lucro. Isso é baderna!”, escreveu Sâmia Bomfim em sua conta no X.
A greve, decretada pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB), começou à meia-noite desta terça-feira (4/ago) e atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Os trabalhadores exigem a reestatização dos ramais e a garantia de empregos após a concessão à Trivia Trens.
A concessionária assumiu a operação integral das linhas em 21 de julho.
Dois dias depois, em 23 de julho, um incêndio em um trem da Linha 12-Safira, na região do Brás, obrigou passageiros a caminhar pelos trilhos.
A Artesp determinou que a CPTM reassumisse a operação por 90 dias.
O governador classificou a paralisação como “instrumentalização política” e afirmou: “A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo”.
Tarcísio de Freitas defendeu as concessões e disse que elas melhoram os serviços. Há conflito entre a lógica de privatização e a segurança do serviço público essencial.
A privatização da Sabesp, concluída em 2024, também figura nas críticas da oposição, que registra reclamações sobre qualidade da água e redução de pressão em períodos de crise hídrica.
O debate sobre o patrimônio público em São Paulo ganha relevo em ano eleitoral.
A manutenção de empregos estáveis e a qualidade dos serviços básicos permanecem no centro das reivindicações dos trabalhadores e de setores da sociedade civil.
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