Eleição de Lula salvou a democracia, diz o ministro das ‘Relações Institucionais‘ ao relatar que ficou chocado quando viu um ambiente que recriava o extinto Serviço Nacional de Informações, que era o órgão de espionagem dos militares, além de obras ideológicas – ASSISTA
“Olha o que eu encontrei no gabinete do general Heleno, um dos articuladores da organização criminosa do golpe“, diz Alexandre Padilha – ministro das ‘Relações Institucionais‘ do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a sala reservada que ele agora ocupa, mas que pertenceu ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Padilha afirma que no “primeiro dia” que entrou na sala ficou “chocado” quando viu que uma “parede branca“, que ele aponta nas imagens a seguir, “era forrada de fotos de ex-diretores do SNI (Serviço Nacional de Informações), criado em 1964 para funcionar como um órgão de espionagem da ditadura. O ministro acrescenta que eram estes os “ídolos” que o general Heleno “reverenciava“.
Ele também argumenta sobre a existência de “estante com uma prateleira” , onde, segundo Padilha, havia livros como ‘Feminismo‘ – de Ana Caroline Campagnolo – que via o movimento de mulheres como ameaça à “civilização que nossos antepassados levantaram a peso e ouro e esforço de sangue“.
Padilha também diz que uma das obras que ele encontrou foi ‘O Mito‘, que traz na capa a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sentado em um dos corredores do Palácio do Alvorada, com uma camisa da Seleção Brasileira e usando um celular. A produção literária tenta fazer crer que a fase do 38.º presidente do Brasil foi um “importante momento da nossa história“.
Nas palavras do ministro, e ele tem razão, o SNI “era a grande organização da polícia política da repressão da ditadura militar” que chegou a funcionar até o ano de 1990, tendo sido dissolvido no primeiro dia do mandato do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que substituiu o órgão pelo ‘Departamento de Inteligência da Secretaria de Assuntos Estratégicos (DI/SAE) da Presidência da República‘. O órgão só existiu durante seu curto mandato. No governo de Itamar Franco, foi elevado à condição de Subsecretaria de Inteligência (SSI).
“Era isso que inspirava a organização criminosa do golpe, que estava aqui no quarto andar do Palácio do Planalto“, reitera o ministro de Lula, que finaliza: “Quando eu entrei aqui, no primeiro dia de janeiro, tirando tudo o que estava aqui, eu tive a nítida percepção que a gente tinha salvado a democracia brasileira” devido a “evidências claras trazidas pela investigação da Polícia Federal” que agora são reveladas.
Olha aí o vídeo do Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, contando que ficou “chocado” ao herdar gabinete do Augusto Heleno no Palácio do Planalto. Heleno é uma viúva da ditadura. A sala era “forrada com fotos” de repressores da época da ditadura militar. Veja o… pic.twitter.com/OFM82fnAML
— GugaNoblat (@GugaNoblat) February 11, 2024
