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    Jorge Messias é sabatinado para o STF pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (🔴ao vivo)

    Congresso decide o futuro do indicado de Lula para a vaga de Barroso; quais são os obstáculos superados e o conheça o raro histórico de rejeições para a Corte

    Jorge Messias na sabatina do STF

    O advogado-geral da União na sessão de sabatina para o Supremo tribunal Federal, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal |29.4.2026| Imagem reprodução / TV Senado

    BRASÍLIA (DF) · 29 de abril de 2026

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal realiza neste momento (assista ao vivo no final da matéria) desta quarta-feira (29/abr) a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

    O rito, que começou às 9h, define se o atual advogado-geral da União avança ao plenário, onde precisa de ao menos 41 votos para confirmação.

    A análise importa porque consolida o compromisso institucional com a democracia e os direitos fundamentais em um cenário de polarização.

    A indicação de Messias para suceder Luís Roberto Barroso gerou expectativas desde novembro de 2025.

    Relator Weverton Rocha (PDT-MA) leu parecer favorável em abril, mas reconheceu que a audiência seria “dura”.

    Críticos apontam a criação, na Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia — apelidada por opositores de “Ministério da Verdade” —, responsável por ações contra desinformação.

    A proximidade com o núcleo do governo e a idade de 46 anos também alimentam debates sobre longevidade na Corte.

    Resistências surgiram ainda de setores do centro, insatisfeitos com a preferência de Davi Alcolumbre por Rodrigo Pacheco.

    Os pontos positivos sobressaem na trajetória técnica. Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, Messias tem mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília.

    Na AGU, capitaneou a defesa de políticas públicas, a criação da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente e negociações federativas que reduziram litigiosidade.

    Sua atuação prioriza o diálogo e a legalidade, atributos essenciais ao Estado Democrático de Direito. O histórico de sabatinas ao STF é marcante.

    O Senado rejeitou apenas cinco indicações em 134 anos — todas em 1894, no governo Floriano Peixoto. Desde a Constituição Federal de 1988, as 29 nomeações foram aprovadas.

    No entanto, as margens encolheram desde 2015: votos contrários quase quadruplicaram, e as audiências dobraram de duração média. O recorde de rejeição recente pertence a Flávio Dino, com dez votos contra na CCJ.

    A aprovação de Messias pode seguir o padrão de estabilidade institucional ou reforçar a tendência de maior escrutínio.

    O resultado impactará diretamente a percepção de independência do Supremo Tribunal Federal. Uma aprovação reforça a prerrogativa presidencial e o equilíbrio entre poderes, valores caros à justiça social e à soberania brasileira.

    FAQ Rápido

    Por que a sabatina de Jorge Messias é considerada apertada?
    Porque as votações para o STF tornaram-se mais polarizadas desde 2015, com maior número de votos contrários e sabatinas mais longas, embora nenhuma indicação tenha sido rejeitada desde 1894.

    Quantos indicados ao STF já foram barrados pelo Senado?
    Apenas cinco, todos em 1894 durante o governo Floriano Peixoto. Desde então, nenhuma nomeação foi derrubada.

    O que acontece após a aprovação na CCJ?
    A indicação segue para votação no plenário do Senado Federal, onde Jorge Messias precisa de 41 votos para assumir a vaga no STF.



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