📷 O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante anúncio contra o TPI |13.7.2026| Imagem reprodução / @SecRubio/X
| Washington (US)
13 de julho de 2026
Nesta segunda-feira (13/jul), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, publicou vídeo no qual afirma que o Tribunal Penal Internacional (TPI) busca se tornar “o árbitro incontestável de uma nova lei global” e que os americanos “ensinaremos ao TPI o pleno significado da determinação americana”.
A declaração reforça a campanha da administração Donald Trump para isolar diplomaticamente a corte sediada em Haia.
Dias antes, em 2 de julho, o Departamento de Justiça enviou carta formal ao presidente do TPI rejeitando qualquer jurisdição sobre cidadãos americanos.
Marco Rubio destacou que, por 250 anos, os americanos governam a si mesmos como povo livre e soberano.
“Nós escolhemos nossos próprios líderes, determinamos nossas próprias leis e, quando somos acusados de um crime, nós nos defendemos perante o júri de nossos próprios pares”, diz o vídeo.
Ele lembrou que o TPI nasceu com a promessa de atuar apenas em casos extremos e quando os tribunais nacionais falhassem, mas evoluiu para uma instituição “administrada por burocratas globalistas não eleitos” com pretensão de poder quase ilimitado.
A posição americana ganhou novo impulso após a carta do Departamento de Justiça, assinada pelo procurador-geral interino Todd Blanche.
O documento afirma que “o TPI não tem jurisdição sobre americanos — em qualquer lugar do mundo” e que qualquer tentativa de exercer essa autoridade é “ilegítima, ilegal e um ataque direto à soberania dos Estados Unidos”.
A ofensiva atual inclui pressão diplomática sobre aliados para que rejeitem a autoridade do TPI e evitem cooperar com investigações que envolvam cidadãos americanos.
Fontes do Departamento de Estado confirmam que Marco Rubio e outros altos funcionários estão coordenando ações para “isolar diplomaticamente o Tribunal Penal Internacional e garantir que ele não possa atingir americanos”, segundo a Reuters.
Essa postura retoma e amplia medidas anteriores. Em 2025, o governo Trump impôs sanções a vários juízes e promotores do TPI por ações consideradas “ilegítimas e baseadas em politicagem”, especialmente as relacionadas a investigações sobre Israel e a faixa de Gaza.
Três juízes do tribunal chegaram a processar a administração americana contestando as sanções.
O embate revela a tensão permanente entre a defesa da soberania nacional e os mecanismos multilaterais de justiça internacional criados para combater a impunidade em crimes graves como genocídio e crimes de guerra.
Os Estados Unidos nunca ratificaram o Estatuto de Roma e contam com a Lei de Proteção aos Militares Americanos (American Servicemembers’ Protection Act), de 2002, que proíbe qualquer cooperação com o TPI e autoriza o presidente a tomar medidas para proteger cidadãos americanos detidos pela corte.
Marco Rubio encerra o vídeo com tom firme: “Esta administração não vai ficar de braços cruzados enquanto o TPI e seus aliados buscam ameaçar nosso povo. Se eles acreditam que podem nos privar de nossa soberania, nós lhes ensinaremos o pleno significado de resolver americano.”
A iniciativa de isolamento diplomático pode ampliar divisões entre os Estados Unidos e parceiros europeus que apoiam o TPI, ao mesmo tempo em que fortalece o argumento de que apenas tribunais nacionais devem julgar seus próprios cidadãos em questões de defesa e segurança.
The International Criminal Court seeks to become the unaccountable arbiter of a new global law — empowered to prosecute and arrest our citizens at will and existentially threaten American sovereignty.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 13, 2026
We will teach the ICC the full meaning of American resolve. pic.twitter.com/2egHK1jA98
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Obviamente, surgirão defensores europeos dessa tesis autoritária e arrogante, a política norteamericana de cobrar do mundo todo, que se submetam às leis norteamericanas, porém eles não assinam nenhum tratado internacional que imponha sanções a cidadãos yankees. E continuaremos assim, enquanto essa extrema direita elega gente da corrente desse secretário de estado.