📷 Secretário de Estado americano / Foto: Graeme Sloan/EFE/EPA (Arquivo) |•| O Presidente Lula / Foto: Ricardo Stuckert |•| Arte Urbs Magna
| Brasília (DF) / Washington (US)
17 de julho de 2026
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pela tarifa de 25% imposta a produtos brasileiros, dizendo que o governo brasileiro “não negociaram com os EUA de boa-fé”.
O Itamaraty rebateu a acusação e apresentou um histórico de reuniões como prova de que houve tentativa real de diálogo.
A declaração foi publicada por Rubio na madrugada desta quinta-feira (16/jul), horas depois de Washington confirmar oficialmente a nova sobretaxa, que passa a valer em 22 de julho.
O secretário americano também disse que as políticas econômicas de Lula prejudicam tanto americanos quanto brasileiros.
A versão do governo americano
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) fundamentou a sobretaxa em seis frentes: barreiras ao comércio digital, restrições ao acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais consideradas desleais, enfraquecimento no combate à corrupção, falhas na proteção à propriedade intelectual e desmatamento ilegal.
O representante comercial americano, Jamieson Greer, afirmou que as negociações do último ano não resolveram essas questões, mas que Washington segue aberta ao diálogo.
A tarifa é adicional às alíquotas já existentes — um produto que hoje paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30% — e resulta de uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio americana, aberta em julho de 2025.
Café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja e terras-raras ficaram de fora da lista.
A versão do governo brasileiro
O chanceler Mauro Vieira classificou a fala de Rubio como “grosseira e arrogante”, segundo o UOL, e sustentou que o que os americanos descrevem como “ego” é, na realidade, defesa da soberania nacional do país.
O Itamaraty lista uma sequência de tentativas de negociação: um encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca em maio, uma reunião virtual entre o ministro Márcio Fernando Elias Rosa, do MDIC, e o USTR, e a presença de representantes brasileiros nas audiências públicas americanas realizadas em julho.
O Palácio do Planalto, em nota, classificou a decisão americana como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e anunciou que vai recorrer aos instrumentos da Lei de Reciprocidade Econômica em resposta ao tarifaço.
O contexto eleitoral
A disputa entre as duas versões já virou tema de campanha no Brasil. Parlamentares da oposição, entre eles Flávio Bolsonaro, endossam publicamente o discurso de Rubio e criticam a condução diplomática do governo atual, enquanto aliados do Planalto acusam a oposição de fazer lobby em Washington contra os próprios interesses comerciais do país.
O governo brasileiro ainda avalia quais mecanismos da Lei de Reciprocidade Econômica serão acionados em resposta ao tarifaço.
FAQ rápido
O que Marco Rubio disse sobre Lula?
Que o presidente e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé, e que Lula colocou o próprio “ego” à frente de um acordo comercial.
Como o governo brasileiro reagiu?
O Itamaraty, pelo chanceler Mauro Vieira, chamou a declaração de “grosseira e arrogante” e listou reuniões e tentativas de diálogo ao longo do último ano.
Quando a tarifa de 25% entra em vigor?
Em 22 de julho de 2026, segundo o USTR, com regra de transição para produtos já embarcados até 29 de julho.
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As ambições imperialistas de tentar subjugar o Brasil com a imposição de tarifas exorbitantes e injustas apoiadas e aplaudidas pelo bolsonarismo covarde e submisso. A pretensão eleitoreira será derrotada pela repulsa dos eleitores à esta trama de traição! Um crime vergonhoso de lesa- Pátria.
Os EUA estão querendo sabotar as eleições de outubro proxima, tentando levar de encontro a população contra o governo Lula .Isto e claro, Trump e Rubio apoiam o cla Bolsonaro que praticou o genocidio, terrorismo, golpe de estado ladroagem de joias e responsável por mais de 100 mil mortes