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    Rubio ficou de isca em avião falso enquanto Trump fugia de ameaça do Irã na Turquia, diz imprensa dos EUA

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    Marco Rubio e Donald Trump

    📷 O então senador Marco Rubio e então presidente recém eleito Donald Trump durante a Convenção Nacional Republicana, em 2024 / Foto: Hannah Beier / Bloomberg |•| Ao lado, caminhões na pista do Air Force One no Aeroporto Internacional de Ancara, Turquia, enquanto a comitiva com Trump chega após cúpula da OTAN 8.7.2026 / Foto: AP/Alex Brandon |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Washington (US)
    13 de agosto de 2026

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, permaneceram em um avião identificado publicamente como Air Force One — na prática, uma isca — ao deixar a cúpula da OTAN em Ancara, enquanto o presidente Donald Trump era retirado secretamente da aeronave original para escapar de uma possível ameaça ligada ao Irã.

    O episódio ocorreu em 8 de julho de 2026, ao final da cúpula da OTAN realizada na capital turca, mas só veio a público de forma completa nesta semana, quando o próprio Trump confirmou a manobra a jornalistas na base aérea de Andrews, em Maryland, na noite de terça-feira (12/ago), segundo a tradicional agência de notícias UPI (United Press International).

    O que aconteceu, passo a passo

    Publicamente, Trump embarcou no Air Force One antigo, modelo dos anos 1990, dizendo que faria isso “em nome dos velhos tempos” — em vez de usar o novo jato 747-8 doado pelo Catar, que seguiria para uma base britânica para ser visitado por militares americanos.

    As câmeras registraram sua entrada pela porta esquerda da aeronave, conforme mostrou o jornal turco Birgün.

    Minutos depois, porém, Trump foi retirado do avião por meio de um caminhão de catering estacionado do outro lado da aeronave e levado a um terceiro avião, o mesmo jato militar C-32 que transportava o secretário de Defesa Pete Hegseth.

    Junto dele seguiram o vice-chefe de gabinete da Casa Branca Dan Scavino, a assistente executiva Natalie Harp e o diretor de operações do Salão Oval Walt Nauta, rumo à base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, segundo detalhou a CBS News.

    Rubio e Bessent — os dois integrantes mais graduados do gabinete, que mantêm entre si a linha de sucessão presidencial — permaneceram no avião original, que seguiu sendo tratado publicamente como o Air Force One, junto de outros assessores da Casa Branca, entre eles Stephen Miller, Will Scharf, Steven Cheung e Monica Crowley.

    Segundo a agência AP, replicada pela WJTV, Rubio sabia da troca e dos detalhes da ameaça; já Bessent provavelmente também estava ciente, mas isso não foi confirmado.

    Jornalistas a bordo do voo-isca foram instruídos a manter as cortinas das janelas fechadas.

    Qual era a ameaça

    A suspeita, repassada por inteligência israelense aos Estados Unidos, envolvia um sistema portátil de mísseis antiaéreos — um MANPAD — e o avistamento de uma pessoa com um lançador de ombro nas proximidades do local da cúpula.

    Serviços de inteligência iranianos também teriam identificado o andar exato do hotel em que Trump estava hospedado, segundo reportagem do Pravda Türkiye.

    o Washington Post revelou que a própria CIA tinha “baixa confiança” na credibilidade da informação israelense sobre a ameaça, o que gerou críticas de parlamentares democratas, como o senador Chris Van Hollen, sobre a falta de transparência do governo Trump ao divulgar detalhes da operação.

    A reação do Irã

    A mídia estatal iraniana tratou o episódio com deboche. Segundo apuração da agência Reuters, um apresentador da televisão estatal do Irã classificou o caso como um “escândalo” nascido do medo do poderio militar iraniano, e memes circularam mostrando Trump escondido dentro do caminhão de catering.

    Teerã já havia negado, em 2024, qualquer envolvimento em um suposto plano de assassinato contra Trump, então candidato à Presidência, revelado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    O episódio reforça o nível de tensão entre Washington e Teerã após os ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no início deste ano, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

    Chama atenção o fato de a própria CIA ter questionado a solidez da inteligência que motivou uma operação tão elaborada — o que sugere que decisões de segurança presidencial nos Estados Unidos vêm sendo tomadas cada vez mais por excesso de cautela política do que por certeza técnica de risco.

    O Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ainda não responderam a pedidos de comentário sobre a permanência de Rubio e Bessent no avião-isca.



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