Comitiva do PT também entrou com representação no TSE para multar Bolsonaro por “discursos de ódio” durante as eleições
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, enviou à PGR (Procuradoria-Geral da República), nesta quinta-feira (14/7), uma notícia-crime que foi apresentada pela oposição, na segunda-feira (12/7), que acusa o presidente Jair Bolsonaro (PL) de incitar a violência antes e durante o seu governo, além de proferir ataques às instituições democráticas.
Os parlamentares afirmaram que os atos do presidente estimulam apoiadores a ações contra opositores. Agora, Weber diz que ouvirá a PGR antes de sua decisão.
“As práticas deletérias, as condutas agressivas, os estímulos à intolerância contra adversários políticos, notadamente em relação aos partidos de esquerda, culminaram, no último sábado, com o covarde assassinato de um dirigente do Partido dos Trabalhadores, por um seguidor apaixonado da seita bolsonarista“, dizem os parlamentares no documento enviado para avaliação no STF, de acordo com transcrição no portal de notícias UOL.
O guarda municipal Marcelo Arruda foi morto a tiros por um agente penitenciário simpatizante do presidente e a notícia-crime é uma ofensiva contra Bolsonaro. Ontem (13/7) uma comitiva liderada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para multar Bolsonaro por “discursos de ódio” durante as eleições.
Os mesmos parlamentares também consulta a Corte Eleitoral quanto à possibilidade de proibição do porte de armas durante as eleições.
No domingo (10/7), presidenciáveis e autoridades dos três Poderes manifestaram preocupação com uma possível escalada da tensão nas eleições deste ano e condenaram a violência durante a pré-campanha, que terá início oficialmente em agosto.
A repercussão do episódio movimentou grande parte do mundo político em um contexto de disputa polarizada e de acirrada tensão entre petistas e bolsonaristas. Lula declarou solidariedade aos familiares e amigos de Arruda e disse que Guaranho foi influenciado pelo “discurso de ódio estimulado por um presidente irresponsável“.
Bolsonaro, por sua vez, reproduziu mensagens de 2018 nas quais afirmou dispensar apoio de quem usa da violência contra opositores, mas acusou a esquerda de recorrer a essa prática.
