Júlia Duailibi e Octávio Guedes impediram fala desinformativa e governador de Minas Gerais acabou sendo igualado a golpista e visto como despreparado
Brasília, 09 de agosto de 2025
Em uma entrevista ao canal GloboNews nesta sexta-feira (8/ago), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, questionou as condenações aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Zema classificou as penas, como 17 anos de prisão por “sentar numa cadeira” ou 14 anos por “pichar com batom“, como uma “encenação” do STF em busca de holofotes.
Ele argumentou que as punições seriam desproporcionais, questionando se houve violência significativa, como disparos de arma ou mortes, durante os eventos em Brasília.
“O STF está fazendo aí toda uma encenação É me diga aí se em algum lugar do mundo alguém foi condenado a 17 anos de prisão por sentar numa cadeira. Eu nunca vi isso. Se alguém em algum lugar do mundo foi condenado a 14 anos por pichar com batom, também nunca vi isso. Me parece que o STF tá querendo holofote“, disse o gestor mineiro.
Os jornalistas Júlia Duailibi e Octávio Guedes rebateram as declarações do governador, explicando que as penas estão previstas na Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e elaborada pelo Congresso Nacional.
Duailibi destacou que a lei não exige mortes ou disparos para configurar o crime de tentativa de golpe de Estado, mas sim a intenção de depor o governo com violência ou grave ameaça.
Guedes complementou, mencionando que os atos de 8 de janeiro resultaram em feridos, incluindo policiais, e que havia um plano para cometer atos graves, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em 2 de setembro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro, hoje réu no STF (Supremo Tribunal Federal), sancionou, com vetos, a lei que revogou a Lei de Segurança Nacional (de 1983) e estabeleceu novos crimes contra o Estado democrático, como ações violentas para impedir o exercício de poderes constitucionais, golpes de Estado, perseguição política e atos contra a liberdade de expressão.
A nova legislação, que visou proteger a democracia, foi aprovada pelo Congresso após discussões sobre a necessidade de atualizar as normas herdadas do regime militar.
Na entrevista da GloboNews, Zema insistiu, questionando se os condenados tinham histórico político, sugerindo que a falta de antecedentes poderia invalidar as acusações.
Guedes esclareceu que a lei não exige antecedentes criminais para enquadrar alguém no crime de tentativa de golpe, reforçando que os atos de 8 de janeiro foram interpretados como uma ameaça ao Estado democrático.
🚨 VEXAME: Zema tenta defender golpistas do 8 de janeiro na GloboNews e é desmentido ao vivo! pic.twitter.com/pNdP6CBduj
— Análise Política 2 (@analise2025) August 8, 2025









O Zema faz parte dos políticos que se aproveitaram e ,ainda, aproveitam do capital político do bozoloidismo em proveito próprio, já que o bostanaro é uma peça que se identifica com os objetivos da elites ricas do país. Assim, estas elite usam o Bozo como marionete para os interesses ligados aos ricos. Portanto, enquanto o Bozo for útil será usado. Simples assim. A culpa é do povo que vota em candidatos ricos e família de políticos profissionais que faz parte desta elite.
Este Zema é uma vergonha para Minas Gerais e nós mineiros somos culpados por te-lo elegido duas vezes apesar de seu péssimo desempenho no primeiro mandato. Tudo por causa da propaganda enganosa e o lob sobre as prefeituras do interior.
Um cidadão que passaria batido, junto à sua ignorância, em qualquer debate sobre política, porém ele é governador de estado, tem a obrigação de se informar e não se comportar como um mero analfabeto intelectual e político.
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