De acordo com o roqueiro fundador do Pink Floyd, os opositores do líder venezuelano, María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, são dois “fantoches” dos EUA e querem “negociar a entrega do país“, assim como aconteceu com Juán Guaidó – ASSISTA
Um dos fundadores do grupo de rock progressivo Pink Floyd, o contrabaixista e compositor Roger Waters, conhecido por seu ativismo político nos últimos anos, postou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (25/7), um vídeo argumentando sobre sua posição contrária às candidaturas de María Corina Machado e de Edmundo González Urrutia, nas eleições venezuelanas, que ocorrerão neste domingo (28/7).
Waters se lembrou também de Juan Guaidó – o ex-deputado e ex-presidente Assembleia Nacional da Venezuela, que se autoproclamou novo líder do país no início de 2019, quando foi considerado por vários países do mundo como presidente interino até o ano de 2023. O roqueiro se referiu a ele como um “fantoche” dos EUA.
O contrabaixista do Pink Floyd destaca que hoje, seis anos depois, em pleno 2024, “há outra cobra na grama”. Waters se refere a Corina e a González como os novos “fantoches” que representam o governo dos Estados Unidos da América.
O artista disse ainda que o governo de Nicolás Maduro, sob a “Revolução Bolivariana”, está sendo “difícil, mas terá sucesso”.
“A razão da minha mensagem é que vocês saiam e votem no presidente Maduro nas eleições deste dia 28 de julho. Por quê? Porque a Venezuela pertence a vocês, ao povo da Venezuela, não à corporação Chevron, para quem Corina Machado quer negociar a entrega do país“, disse.
Com sede nos EUA, a Chevron é uma das grandes maiores empresas do mundo do ramo energético e petrolífero e integra o Big Oil , tendo grande poder econômico e influência política.
A Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) é a petrolífera com maiores reservas de petróleo do mundo, alcançando um total de 3,1 bilhões de barris e foi catalogada como a segunda petrolífera mais poderosa depois da ExxonMobil.
Waters garantiu aos venezuelanos que votar em Maduro é “não vender a Venezuela, seguindo a Doutrina Monroe dos Estados Unidos”.
A Doutrina Monroe, criada durante o governo de James Monroe, visava impedir a interferência europeia nas nações americanas, defendendo sua independência. Suas consequências justificaram a interferência dos EUA em processos emancipatórios como os de Cuba, Porto Rico e Panamá, fortalecendo a cultura expansionista e imperialista americana.
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