Roda Viva: Moro escolheu entrevistadores a dedo; ditadura decreta o fim do jornalismo

18/01/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Publicado por ET URBS MAGNA


TV Cultura submeteu a Moro lista de entrevistadores do Roda Viva, que aprovou – Começa mal a nova fase do Roda Viva, sob o comando de Vera Magalhães. Fontes revelaram ao Intercept Brasil que o ministro da Justiça, Sergio Moro, recebeu da TV Cultura para aprovação lista com os nomes dos jornalistas que estarão na bancada do programa na próxima segunda-feira (20) para entrevistá-lo.

O Intercept Brasil publicou neste sábado (18) que o ministro da Justiça, Sergio Moro, aprovou os nomes dos jornalistas que estarão na bancada do Roda Viva na próxima segunda-feira (20) para entrevistá-lo, na estreia de Vera Magalhães no comando do programa. “Nós confirmamos com fontes”, escreveu Leandro Demori, editor executivo do TIB.

“Não me espanta: Moro não sentaria em um canal ao vivo por duas horas sem saber quem estaria na sua frente. Ele, assim como Bolsonaro, vê parte da imprensa como inimiga. Logo ele, que tanto usou a imprensa para seu projeto de poder. Pra Moro, jornalista só serve se escreve notícias de joelhos. Imagine o ex-juiz chegar lá e dar de cara com um dos dezenas de jornalistas que trabalharam e trabalham nos arquivos da Vaza Jato? Nessa hora não dá nem tempo de chamar o Deltan. Moro se preveniu”, escreveu Demori, que também criticou Marcelo Tas e o jornalista Pedro Doria:

Na semana que acaba hoje, o programa foi forçado a se manifestar sobre a ausência do TIB na bancada – o público levou ao topo do Twitter a tag #InterceptNoRodaViva. Eu compreenderia um veto de Moro aos nossos nomes, mas o programa negou a interferência editorial do ministro: “Não pedimos sugestões nem submetemos a bancada ao entrevistado.” Então se não pedem sugestões e nem submetem a lista aos convidados, a formação da bancada sem nenhum dos vários jornalistas de vários veículos que participaram da Vaza Jato foi escolha deliberada do programa. Nessa versão dos fatos, Moro tem tanta confiança de que não precisará nos encarar que sequer precisa conhecer a lista. Vocês decidam o que é pior.

A campanha #InterceptNoRodaViva incomodou algumas pessoas. O Marcelo Tas (lembram dele?) mais uma vez atacou nossos jornalistas. Ele já tinha metido os pés pelas mãos antes. Com 9,5 milhões de seguidores e engajamento pífio digno de 9,5 milhões de robôs, Tas usa o TIB pra ter relevância no Twitter de tempos em tempos. Eu fico feliz que o TIB ajude o Marcelo Tas a ter relevância no Twitter uma vez por trimestre. Assim ele pode vender mais cursos sobre como ser relevante no Twitter. Geramos empregos! Vamos em frente!

O jornalista Pedro Doria entrou na onda: retuitou sem checar o ex-apresentador, e comentou: “Estou tentando lembrar quando foi a última vez que um veículo exigiu participar e moveu uma campanha para isso. E não consigo lembrar.” Pedro: você não consegue lembrar porque nunca existiu. A campanha partiu do público. Uma hora te mostro como pesquisar no Twitter (é fácil, prometo).

Os dois são exemplos de pessoas que não suportam que exista crítica de mídia no Brasil, porque eventualmente ela atingirá amigos e até a eles próprios (imagina se trabalhassem aqui no TIB, um dos veículos mais criticados do país…).
gente que sim.

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